A General Electric e a Siemens ancoram dois megaconsórcios que a Itaipu Binacional acaba de pré-qualificar para produzir os dois novos geradores e turbinas, na licitação internacional lançada para aumentar a capacidade geradora da usina, dos 12.600 megawats atuais, para 14 mil megawats até 2002. Daqui a três anos, Itaipu vai colocar em funcionamento 20 turbinas geradoras. Hoje a maior hidrelétrica do mundo opera com a capacidade total dos 18 complexos geradores instalados.
A ampliação da capacidade geradora de energia de Itaipu vai envolver um investimento com preço teto fixado em US$ 180 milhões, incluindo obras civis e montagem eletromecânica. A concorrência internacional decidida pelo Conselho de Administração da binacional fez cair em mais de um terço o preço inicialmente estimado dos investimentos, que beirava os US$ 300 milhões.
O consórcio formado pelas empresas General Electric (GE), Canadian International & Company (INC) e Ansaldo Coemsa SA vai disputar a maior fatia dos investimentos de Itaipu com o consórcio formado pelas empresas Ceitaipu, ABB, Mecânica Pesada, Siemens e Voith. Na útlima terça-feira, a binacional rejeitou uma contestação formalizada pela Siemens contra a participação da GE no consórcio concorrente. A próxima fase será de apresentação, pelos consórcios, das propostas técnicas e de preço da contratação dos serviços.
Na fase de pré-qualificação, a Itaipu desclassificou dois grupos que também entraram na disputa pelo fornecimento dos equipamentos pesados: o grupo japonês formado por Toshiba, Mitsui, Kvaerner Energy, e o russo Energomachexport.
Para o segundo grupo, da execução das obras civis para abrigar as duas novas turbinas, a Itaipu pré-classificou os consórcios formados por Ivaí Engenharia e Cesbe; Conempa - consórcio de empresas paraguaias -, Queiróz Galvão (isoladamente) e o consórcio formado por Camargo Correa, CBPO e Andrade Gutierrez.
Para realização dos serviços do terceiro grupo, de montagem eletromecânica, entraram na pré-qualificação os consórcios formados pela Tennenge, Camargo Correa e Andrade Gutierrez; a Uniger, um outro grupo, é formado por Techint Engenharia, UTC Entenharia e Ebe Engenharia, o quarto pré-qualificado é o Consorcio de Ingenieria Electro Mecanica; e o quinto, a associação de Sade e Vigesa.
O instrumento da licitação não era uma convenção pública internacional não era um procedimento empregado na contratação do fornecimento dos equipamentos pesados da Itaipu Binacional, cujo início de execução se deu durante o regime militar. O Tratado de Itaipu estabeleceu estatuto próprio para a hidrelétrica, que prevê compra direta e carta convite entre as modalidades de aquisição de equipamentos. Tanto é que a Ceitaipu foi a responsável pela construção da maior hidrelétrica do mundo, que começou em abril de 73. A Siemens tem sido até aqui a fornecedora direta dos equipamentos pesados.
O diretor-geral da parte brasileira da Itaipu, Euclides Scalco, passou a insistir na licitação, como é o caso de agora. A essa abertura se atribui a queda de valores dos serviços e obras contratados, em função da concorrência entre os grandes fornecedores mundiais.

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