Hoje o Paraná conta com 19 usinas hidrelétricas, 5 termelétricas e 23 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Usina de Itaipu Binacional, apesar de estar geograficamente no Paraná e no Paraguai, é considerada uma usina do subsistema Sudeste/Centro-Oeste. A energia gerada por Itaipu sai do Paraná e é enviada para São Paulo de onde é distribuída para o restante do País. Ontem, Itaipu estava com 81,04% do volume útil, segundo dados do ONS.
Ainda segundo o ONS, Itaipu não entra na lista de usinas com reservatório apesar da grande área alagada porque não possui um reservatório que suporte de um período seco até um chuvoso. Esta usina opera a fio d’água, ou seja, a água entra quase na mesma medida que sai, o que significa dizer que possue volume de acumulação de água para algumas horas. Segundo o ONS, o nível de 81% verificado ontem é considerado normal.
O professor Niromar Rezende destacou ainda que a matriz energética no País hoje está mais diversificada com as termelétricas (22% do total) em relação a 2001. No entanto, as térmicas são mais caras. Mas, ele destacou que a situação atual não é boa e que podem ocorrer apagões a qualquer momento.
Segundo ele, se o ONS não tivesse ordenado o corte de energia no País na última segunda-feira, teria levado a um black out do sistema elétrico no Brasil todo. E, para recompor todo o sistema elétrico demoraria horas e horas. Ele disse que, se não fossem as térmicas, o País já estaria em racionamento. Segundo ele, entre os entraves no Brasil para melhorar a geração estão a demora dos processos ambientais para liberar obras de hidrelétricas e ainda as obras de transmissão que estão atrasadas. Segundo Ivo Pugnaloni, da Enercons, tudo aponta para novos apagões. (A.B.)

mockup