Por causa dos baixos reservatórios de água na região Sudeste, que está sob racionamento (juntamente com Centro-Oeste e Nordeste), a Itaipu Binacional está destinando a cota dos três Estados do Sul para aquela região. A usina integra o sistema do Sudeste, que normalmente consome mais de 75% da energia produzida por Itaipu.
Conforme acordo que deu origem à hidrelétrica, a Copel é obrigada a comprar uma cota mensal de 6,36% da produção da usina. Toda a região Sul tem direito a pouco mais de 20% do total da produção.
Maior hidrelétrica do mundo, Itaipu produz 10.600 megawatts médios (sua capacidade total), dos quais 5% vão para o Paraguai e 95% para o Brasil. Por dia, a produção chega a 255.000 megawatts-hora (MWh). No mês, a média é de 7.600.000 MWh. No ano passado, a usina gerou 93,4 milhões de MWh – o maior volume de energia já produzido por uma usina hidrelétrica no planeta.
A usina foi criada em maio de 1974 e a entrada em operação da primeira unidade geradora se deu exatamente dez anos depois. Para aumentar a geração de energia, em novembro passado foi assinado o contrato com o Consórcio Ceitaipu (formado pelas empresas Alston, Siemens, Asea Brow Boveri e Voith), que venceu a concorrência internacional para fabricação, montagem e instalação de mais
duas unidades geradoras de 700 megawatts cada.
Com as novas unidades,
que devem estar operando no primeiro semestre de 2004, a capacidade instalada de Itaipu passará de 12.600 para 14.000 megawatts. O custo total definido em contrato é de US$ 184 milhões.
Na época da criação da usina foram investidos, por meio da Eletrobrás, cerca de US$ 12 bilhões, recursos que foram obtidos com empréstimos em bancos brasileiros e estrangeiros. O valor atual da dívida de Itaipu, com juros e a inflação em dólar durante o período e com as parcelas já quitadas pela Eletrobrás, é de cerca de US$ 16 bilhões.
Esta dívida está sendo quitada pela Itaipu com a Eletrobrás, que assumiu todos os débitos com os credores. A Itaipu pagará este ano cerca de US$ 1,7 bilhão à Eletrobrás, sendo que o pagamento de toda a dívida terminará em 2023. A usina tem três mil funcionários e previsão de uma receita operacional de US$ 2,4 bilhões neste ano.(C.L.)

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