Itaipu cria programa contra assoreamento
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quinta-feira, 22 de maio de 2003
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Guaíra A Itaipu Binacional assinou esta semana em Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama) ordens de serviço no valor de R$ 1 milhão para execução de obras de conservação de solo em 16 municípios banhados pelo Lago de Itaipu. A usina vai custear obras de conservação nos municípios para conter o assoreamento do lago. O Programa de Manejo Integrado de Microbacias, a ser desenvolvido em parceria com as prefeituras, prevê para este ano a execução de obras de conservação de mil hectares de solos, adequação de 115 quilômetros de estradas rurais e a instalação de 18 abastecedouros comunitários.
Segundo o diretor de coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich, a falta de curvas de nível e outras obras de conservação do solo faz com que toneladas de terra e sedimentos desçam para os rios, agravando os problemas de erosão e assoreamento. ''Há propriedades que perdem um centímetro de terra fértil por ano, por falta de medidas que impeçam este solo de escoar para mananciais'', disse Friedrich. Guaíra foi escolhida como ponto de partida do projeto por ser o município onde começa o lago e o que mais perde solo por ano. Os bancos de areia que surgem no Rio Paraná estão modificando rapidamente a paisagem e dificultando a navegação na região.
As curvas de níveis nas propriedades e a adequação das estradas rurais são para evitar a erosão e o escoamento de sedimentos para os mananciais. Já a instalação dos abastecedouros comunitários é para permitir que os agricultores abasteçam e lavem seus equipamentos de pulverização de agrotóxicos em local apropriado, evitando a contaminação dos rios e lagos. Segundo Friedrich, a Itaipu também está preocupada com o destino de 8 milhões de embalagens de agrotóxicos contaminadas existentes na bacia do Rio Paraná. A idéia é orientar os produtores a fazerem a tríplice lavagem e encaminhar as embalagens para reaproveitamento.


