Os presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luis Ángel González Macchi, do Paraguai, assinaram ontem em Foz do Iguaçu o contrato para a construção e instalação de duas turbinas na Itaipu Binacional. As assinaturas representam a largada para a colocação das últimas unidades geradoras, completendo o projeto original de 20 turbinas. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2001.
A cermimônia foi realizada em um palanque montado no hall do edifício de produção. Em seu discurso, FHC destacou a importância da ampliação da usina, capaz de gerar energia para cerca de oito milhões de consumidores residenciais. As unidades 9A e 18A serão responsáveis por 1,4 mil megawatts (MW) de produção constante, aumentando a capacidade da usina de 12,6 mil MW para 14 mil MW no segundo semestre de 2003.
A obra, de US$ 184,6 milhões, será executada pelo Consórcio Ceitaipu, liderado pela empresa Alston e formado ainda pela Asea Brow Boveri, Siemens e Voith, cujos representantes participaram do evento, que durou uma hora e meia. Para FHC, os investimentos no setor são vitais pois o Brasil precisa aumentar a sua capacidade de produção de energia em pelo menos três mil MW a cada ano para garantir o ritmo de crescimento do País.
Antes da assinatura, FHC e Macchi visitaram o local onde serão instaladas as duas turbinas. Eles evitaram falar com a imprensa. ‘‘Trabalhamos conjuntamente com os nossos vizinhos da América do Sul. E Itaipu seja talvez o maior símbolo de cooperação dos países’’, disse FHC.
Além de citar números de usina, o presidente disse ser impossível percorrer as galerias da hidroelétrica sem deixar de sentir calafrios e entusiasmo. ‘‘Isso é uma verdadeira catedral moderna. É o mesmo entusiasmo que se sente ao entrar na Catedral de Chartres’’, disse, referindo-se à igreja francesa, considerada um patrimônio da humanidade pela Unesco. Em seguida, o presidente destacou o trabalho de operários brasileiros e paraguaios.
O evento contou com a participação do governador Jaime Lerner (PFL), dos diretores-gerais da Itaipu Binacional, Euclides Scalco (lado brasileiro), e Miguel Gimenez (lado paraguaio), dos ministros José Sarney (Meio Ambiente), Rodolpho Tourinho Neto (Minas e Energia), Luiz Felipe Lampreia (Relações Exteriores), e Pedro Parente (chefe da Casa Civil), além de prefeitos e deputados do Paraná e de Alto Paraná (estado paraguaio onde está construída parte da usina).

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