Itaipu automatiza geração de energia com megassistema
AQUISIÇÃO MILIONÁRIA
Itaipu automatiza
geração de energia
com megassistema
Empresa vai investir cerca US$ 7,25 milhões
Arquivo FolhaOn lineSistema vai fazer o monitoramento totalmente automatizado da maior hidrelétrica do mundo
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Até o final de 2001, a hidrelétrica de Itaipu será operada, controlada e supervisionada por um megassistema de computadores. A binacional contratou a empresa norte-americana Bailley Network Management para fornecer um sistema computadorizado chamado Scada/EMS, sigla em inglês para Controle Supervisório e Aquisição de Dados/Sistema Gerenciador de Energia.
O sistema, composto por computadores e outros equipamentos, fará todo o monitoramento automatizado da usina. Além do fornecimento e instalação dos equipamentos, a Bailley também deverá treinar os funcionários. O custo total é de US$ 7,25 milhões.
Técnicos do setor acreditam que a aquisição do sistema é fundamental para a segurança e controle da maior hidrelétrica do mundo. O contrato com a empresa norte-americana foi assinado anteontem pelo diretor-geral brasileiro, Euclides Scalco, e o diretor-geral paraguaio, Miguel Luciano Boggiano.
A contratação de uma empresa para o serviço teve um processo conturbado. As primeiras tentantivas tiveram início em março de 88, com três cancelamentos de licitação (via carta-convite e licitação internacional) por desqualificação técnica das fornecedoras.
A mais recente aconteceu em dezembro do ano passado, quando a joint-venture Landies & Gyr Inepar SA emperrou a concorrência na Justiça. A empresa reclamava de direcionamento na seleção e pleiteava participação na disputa. A Itaipu limitou a apresentação de propostas às indústrias Siemens (alemã), ABB (sueca), Cegelec (francesa), CAE (canadense) e Elsag-Balley (norte-americana).
A limitação foi orientada por um parecer de consultores da empresa IECO/ELC. Os consultores avaliaram que as empresas convidadas eram as únicas capazes de garantir o fornecimento de equipamentos na sofisticação e segurança exigidos pela binacional. A joint-venture desistiu da ação em janeiro.





