Em época de racionamento e riscos de apagão por todo o País, a produção acumulada da hidrelétrica de Itaipu atinge hoje 1 bilhão de megawatts/hora (MWh), desde que começou a gerar energia elétrica em 5 de maio de 1984. O recorde anual foi registrado ano passado, quando a usina atingiu 93,4 milhões de MWh, abastecendo 24% do Brasil e 95% do Paraguai.
A produção continua na capacidade máxima (12,6 mil megawatts), na tentativa de suprir as regiões Sudeste e Centro-oeste do País. Apesar de estar prevista em contrato, a cota de energia que deveria ficar no Sul não está sendo direcionada para a região porque há excesso de produção, principalmente nas quatro usinas do Rio Iguaçu (Itaipu fica no Rio Paraná). Para ampliar ainda mais a capacidade da hidrelétrica, duas novas turbinas devem ser instaladas a partir do final do ano. Até 2004, Itaipu estará gerando 14 mil megawatts. Os ‘‘berços’’ dos geradores, local no interior da barragem onde serão montados, estão em fase final de construção. A montagem das novas máquinas deve começar ainda este mês e será realizada pelo Consórcio Ceitaipu, grupo de empresas que havia vendido a primeira licitação para implantar os atuais 18 geradores. O custo estimado é de R$ 150 milhões.
Em plena crise energética, a produção acumulada em 17 anos demonstra a importância da usina no panorama nacional. O diretor Geral da Itaipu, Euclides Scalco, é também coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE), órgão criado pelo governo federal para encontrar soluções para a crise energética brasileira. O presidente da CGCE é o ministro Pedro Parente. Em comparativos apresentados pelos técnicos da hidrelétrica, 1 bilhão de MWh poderia manter o planeta iluminado por 29 dias, garantir 100% do consumo brasileiro por dois anos e oito meses ou ainda suprir Foz do Iguaçu por 2.783 anos.

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