Israel e Bulgária oficializaram sua suspensão das importações de carne bovina brasileira em decorrência do surgimento dos focos de febre aftosa no Rio Grande do Sul. A informação é do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec), Ênio Marques. Segundo ele, os dois países enviaram documento ao Ministério da Agricultura oficializando a suspensão.
Marques disse que o governo enviará às representações destes dois países no Brasil informes sobre as medidas já tomadas para aniquilar os focos de aftosa existentes. Ele disse que se, mesmo com os informes, as suspensões forem mantidas, o governo pode apelar para o Comitê de Medidas Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC). A suspensão das importações de carne é uma arbitrariedade dentro das regras da OMC, já que todas as medidas corretas para a eliminação dos focos foram realizadas.
A ocorrência de aftosa no Rio Grande do Sul também levou o governo do Uruguai a solicitar uma inspeção sanitária em seu território, informou ontem o ministro de Pecuária, Gonzalo González. A requisição foi feita à Organização Internacional de Epizootias (OIE), bem como a técnicos dos EUA, México, Coréia e Japão, para que seja verificado que o rebanho uruguaio continua na condição de livre de febre aftosa sem vacinação.
O anúncio de Gonzáles faz parte do plano de defesa do governo, que inclui o fechamento das fronteiras com a Argentina e o Brasil para a entrada de animais vivos e derivados. O Uruguai foi declarado livre da febre aftosa sem vacinação há seis anos, o que permitiu sua abertura a mercados internacionais como o coreano, o japonês, mexicano e norte-americano.

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