O preço da gosolina permanecia inalterado ontem em Londrina. Segundo pesquisa feita pela FOLHA em alguns postos da cidade, os valores estavam no mesmo patamar de janeiro, entre R$ 2,55 e R$ 2,59. A maior parte dos comerciantes consultados informou que não chegou a repassar o aumento decorrente da diminuição de 25% para 20% na mistura de álcool na gasolina, em prática desde 1º de fevereiro. A medida acarretaria reajuste em torno de R$ 0,08 por litro. Na mesma semana, porém, o governo determinou a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a gasolina, como forma de compensar o aumento. A alíquota caiu de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro.
Na prática, segundo o Sindicombustíveis-Paraná, os postos que praticaram o reajuste a partir do dia 1º deveriam baixar R$ 0,08 por litro. ''A gasolina está na média de R$ 2,55 a R$ 2,60 hoje em Londrina. Se tiver posto com preço mais alto, são apenas 5% ou 10% dos estabelecimentos. Teve muita gente que não subiu e quem subiu, já baixou'', diz Durval Garcia Júnior, representante do Sindicombustíveis em Londrina. No posto de propriedade dele, o Prudentão, o litro chegou a custar R$ 0,06 mais caro depois da diminuição da mistura do álcool, mas retornou ao patamar anterior - R$ 2,59 - depois da redução da Cide.
No Posto Com-Tour, que também vende a gasolina a R$ 2,59, uma representante do estabelecimento - que preferiu não dizer se identificar - disse que nem houve tempo para o aumento. ''Foi muito rápido, pois logo veio a redução da Cide. Mantemos o mesmo preço na gasolina há cerca de dois meses'', afirmou. A redução da Cide vale até 30 de abril. Com a medida, o governo deixará de arrecadar R$ 90 milhões.
Competitivo

A manutenção do preço da gasolina contribuiu para que o etanol combustível permanecesse competitivo no tanque dos carros flex fuel apenas no Estado do Mato Grosso, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes a esta semana (calculado até ontem). Em 25 Estados, incluindo o Paraná, e no Distrito Federal, a gasolina segue competitiva no bolso no consumidor. São Paulo, que concentra mais de 50% do consumo de etanol, continua apresentando maior competitividade para a gasolina, na média dos preços compilados pela ANP, a primeira vez que isto acontece na história.
Atualmente, o etanol permanece vantajoso apenas no Estado do Mato Grosso, que tem registrado aumento da produção de cana mas que ainda não possui formas eficientes de escoar todo o etanol produzido, o que gera uma oferta maior que o consumo localmente. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os Estados e no Distrito Federal. Desde a semana de 16 de outubro de 2009, a gasolina passou a ser vantajosa em mais Estados do País que o etanol.
Segundo o levantamento, no Mato Grosso, o preço do etanol está em 64,68% do preço da gasolina, o que o torna vantajoso. Os Estados de Tocantins e São Paulo apresentam preço da gasolina ligeiramente acima dos de etanol. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Rio Grande do Sul (preço do etanol é 89,96% do valor da gasolina), Santa Catarina (84,63%), Espírito Santo (83,94%) e Acre (83,29%).
Segundo a ANP, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,36 por litro em Pernambuco. O preço máximo foi de R$ 2,99 por litro registrado no Acre. Na média de preços, o menor preço médio foi o de Mato Grosso, a R$ 1,745 por litro e o maior preço médio foi registrado no Acre, a R$ 2,482 por litro. O levantamento também revela que os preços médios do etanol combustível subiram nos postos de 23 Estados brasileiro e no Distrito Federal no período analisado.

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