Brasília - Agricultores do sertão e do agreste de Alagoas estão aprendendo a utilizar a água de forma racional para impulsionar a agricultura familiar. Eles foram inseridos em um projeto de irrigação alternativa, desenvolvido na Paraíba e que agora chega a Alagoas para incentivar a produção nas pequenas propriedades da zona rural. O Projeto Mandala prevê a implantação de unidades de produção familiar rural e o desenvolvimento de agroindústrias de carne, leite, frutas, hortaliças, flores e plantas medicinais em áreas de apenas dois hectares, segundo informações da Agência Sebrae de Notícias (ASN).
O projeto é simples, inovador e criativo. Está baseado na implantação de um sistema de irrigação de baixo custo, construído com a utilização de materiais recicláveis, aliado a distribuição racional da plantação. No Mandala, o aproveitamento da cadeia biológica das plantas e dos animais são fatores importantes que garantem o total aproveitamento da área, a redução dos custos e a alta produtividade.
No centro da Mandala é construído um reservatório com capacidade para 35 mil litros de água. A plantação é distribuída ao redor do reservatório e dividida em ciclos produtivos de hortaliças, frutas e grãos, para que a irrigação seja feita sem desperdícios. De acordo com o projeto, em uma unidade produtiva é possível cultivar hortaliças, tubérculos, frutas e ainda desenvolver a criação de animais de pequeno porte, como cabras, coelhos, codornas e até minhocas.
O consultor em desenvolvimento ambiental Willy Pessoa está em Alagoas para treinar técnicos alagoanos e implantar Unidades Produtivas nas cidades de Batalha, Delmiro Gouveia, Major Isidoro, Santana do Ipanema e São José da Tapera. Segundo Pessoa, para o desenvolvimento das atividades em apenas dois hectares não é preciso um grande investimento em tecnologia. ''O aproveitamento da cadeia biológica das espécies é o que garante o sucesso do projeto, porque ajuda a baratear custos com a alimentação dos animais e fertilizantes'', explica.

mockup