A arrecadação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) incidente sobre os automóveis despencou em janeiro, apesar do aumento de alíquota estabelecido pelo governo. Em janeiro do ano passado, o IPI dos automóveis rendeu uma receita de R$ 76,2 milhões ao governo. Em dezembro, a arrecadação foi um pouco menor, R$ 68,8 milhões. Mas, no mês passado, a receita teve uma forte queda e somou apenas R$ 26,1 milhões.
O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, disse que esse desempenho se deve à queda da atividade econômica, com redução das vendas para o mercado interno. Segundo ele, foi registrada uma queda nas vendas de 23% em relação a janeiro de 97.
O secretário disse também que o governo aumentou o sistema de compensação de créditos do IPI sobre peças. Uma empresa de autopeças pode, por exemplo, contabilizar todos os impostos federais pagos e reduzir do total que tem a pagar de IPI.
Isso, de acordo com Maciel, explica a queda de arrecadação de 67,85% em relação a janeiro de 97. No final de janeiro, as revendedoras avisaram o governo que poderiam aumentar o preço dos automóveis para o consumidor final em até 7% se não fosse revisto o aumento do imposto.
O presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze, disse que se forem mantidas as atuais condições econômicas, os distribuidores vão elevar os preços.

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