Prorrogado até agosto, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido da linha branca deve manter as vendas de fogões, geladeiras e máquinas de lavar num patamar 15% maior que no período anterior a dezembro do ano passado, quando a medida entrou em vigor.
Diretor da Móveis Brasília e da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Ontivero comemora a prorrogação. ''Será muito positivo, a indústria já estava preparada para essa prorrogação e não faltará produtos nas lojas'', ressalta. Em sua loja, a máquina de lavar tem sido a campeã de venda. ''O aumento foi de mais ou menos 15%'', declara.
Sem ter certeza de que o governo federal prorrogaria a medida, o que só foi confirmado na última sexta-feira, os londrinenses trataram de trocar geladeira, lavadoras e fogões na semana passada. .
''Os clientes achavam que o benefício terminaria no final de semana e resolveram comprar'', afirma Alisson Eduardo Leal, subgerente das lojas MM. Segundo ele, de forma geral, o crescimento nas vendas da linha branca foi de 15% desde que o IPI foi reduzido, no final do ano passado. Na MM, de acordo com Leal, o produto mais procurado é a geladeria.
Nas lojas Colombo, segundo o supervisor regional, Marco Aurélio Bezerra, o crescimento foi de 12%. Os descontos nos preços dos produtos chegam a 15%. ''O consumidor vê na redução do IPI um diferencial. Aqui na loja, as máquinas de lavar e os refrigeradores têm saído mais. As pessoas querem trocar os que elas têm em casa por outros mais modernos'', conta.
Em dezembro de 2011, o imposto caiu de 15% para 5% nas geladerias, de 4% para zero, nos fogões, de 20% para 10%, nas máquinas de lavar, e de 10% para zero, nos tanquinhos. Nos móveis, o IPI caiu de 5% para zero.

mockup