IPI reduzido e novos hábitos puxam vendas de linha branca
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Aline Vilalva <br>Reportagem Local 
Um movimento atípico é registrado no comércio londrinense neste mês. Diferentemente do registrado em janeiro do ano passado, as lojas ficaram mais movimentadas no início do ano não apenas por conta das liquidações, mas também pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca e por mudança de comportamento do consumidor.
Na rede Móveis Brasília, as vendas das duas primeiras semanas do mês superaram as do mesmo período do ano passado em aproximadamente 40%. ''Os clientes foram atraídos pelos bons preços do saldão que ficaram ainda melhores devido à redução do IPI'', atestou o vendedor Alexandre Gomes.
No comparativo com janeiro de 2010, a comercialização de produtos da linha branca experimentaram acréscimo de, pelo menos, 20% na BJ Santos. Segundo o vendedor Fábio Camilo da Silva, fogão é o eletrodoméstico mais procurado na loja, seguido de geladeira e máquina de lavar. ''De maneira geral, a linha branca se mantém atrativa'', afirmou. Embora o fluxo de clientes tenha reduzido um pouco nesta terceira semana, com relação ao início do mês quando houve a liquidação, Silva disse que a procura pelos produtos segue aquecida.
Já na Colombo, as taxas reduzidas do imposto foram mais atrativas em dezembro, logo que começou a valer a medida. ''No início do mês passado o anúncio de redução aqueceu as vendas de eletrodomésticos, mas nas últimas semanas, as liquidações foram as principais motivadoras'', afirmou o gerente Juliano Alves da Cruz.
A pensionista Fatima Lopes aproveitou os melhores preços da promoção e do IPI para comprar uma máquina de lavar. ''Tinha duas, uma quebrou há poucos dias e restou a outra, que também parou de funcionar nesta semana. Preferi comprar uma nova em vez de mandar arrumar porque o preço está muito bom'', admitiu.
Empurrãozinho
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, confirmou que a redução do IPI deu um ''empurrãozinho'' nas vendas deste mês, mas reiterou que outros fatores também influenciaram para o aumento do fluxo no comércio nesta época. ''Verificamos um novo comportamento do consumidor, provocado principalmente pela antecipação das liquidações'', explicou.
Conforme Benvenho, anteriormente, o pico de compra se dava em novembro e, principalmente, em dezembro. Nos primeiros meses do ano, o comércio ficava parado. ''Era comum ouvirmos que as lojas só começariam a vender regularmente depois do Carnaval'', disse. Há aproximadamente quatro anos, no entanto, os comerciantes começaram a adiantar as liquidações para o final de dezembro e estendê-las até janeiro, o que atrai os consumidores também neste mês que costumava ser monótono para o varejo. ''É uma tendência que está se potencializando com o passar dos anos'', afirmou.
A Associação Comercial do Paraná (ACP) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ''embora a redução do IPI influencie no volume de vendas de janeiro, ainda é muito cedo para mensurar o quanto ou fornecer dados mais concretos.''


