Brasília A queda na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis foi completamente repassada aos consumidores, de acordo com cálculos preliminares feitos pela Receita Federal. A queda, anunciada pelo governo em julho, foi feita com o objetivo de aquecer as vendas do setor automobilístico no País. Segundo o secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, os preços finais dos veículos comercializados no País registraram queda de 2,84% a 3,15%. ''O repasse foi integral'', salientou Pinheiro, ressaltando que o levantamento foi feito com base em notas fiscais.
Em agosto, o volume de dinheiro arrecadado por meio do IPI de automóveis foi 26,16% inferior ao registrado em agosto de 2002. Essa queda foi puxada pela retração de 18,5% nas vendas de veículos. ''A queda poderia ter sido pior, caso não tivéssemos reduzido a alíquota do IPI'', disse Pinheiro. ''Passamos a ganhar a partir do momento que tivemos queda menores'', ponderou. Na sua avaliação, com o programa emergencial conseguiu-se reverter uma tendência ''dramática'' que seria ''prejudicial para todos'' e que estava ameaçando o emprego dos trabalhadores do setor.
Os estudos sobre o impacto da redução do IPI nas vendas de carros ainda não estão concluídos, disse Pinheiro. O governo também prepara mudanças estruturais para o setor automotivo, num esforço que está sendo conduzido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.
Apesar da redução do preço final dos carros ter sido relativamente pequena, o secretário disse que, de maneira geral, a queda da alíquota do IPI foi benéfica para as montadoras e para os consumidores. ''A grande vantagem foi acabar com a expectativa em torno da redução do imposto'', disse Pinheiro. As vendas de veículos, que estavam em baixa, sofreram ainda mais quando começaram os boatos de que haveria uma redução do IPI.

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