IPI começa a subir para móveis e linha branca
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Mie Francine Chiba <BR>Reportagem Local 
O casal Vinicius Rocha, médico veterinário, e Luciana Benetti, enfermeira, está montando a casa e já fez várias compras no início do ano. Mas ainda faltam alguns itens para deixá-la completa. "No começo do ano compramos aspirador de pó, liquidificador, geladeira e TV. Agora falta uma mesa, um jogo de sofá e uma máquina de lavar."
Pesquisando preços do restante da lista, o casal está sentindo diferença nos preços de alguns produtos do início do ano para cá. É que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já começou a subir, ainda que gradativamente, para móveis e para a linha branca. Até junho, serão cobradas alíquotas intermediárias: 2,5% para móveis e 2% para alguns itens da linha branca.
No caso dos automóveis, a mudança começou em janeiro, quando a alíquota para automóveis até 1000cc passou de 0% para 2% até março. As exceções são os caminhões, cujo IPI será zerado permanentemente, e as máquinas de lavar e os papéis de parede, cuja alíquota permanecerá em 10% por tempo indeterminado.
Para algumas lojas, o impacto do aumento gradativo do IPI ainda não foi sentido. Mas já preocupa, uma vez que o anúncio do imposto reduzido ajudava a trazer clientes para dentro da loja, diz o gerente da Darom Móveis, Antônio Alves. "No mês de janeiro vendemos muito."
A dona de casa Marli Alves de Melo, que comprou uma geladeira em outubro do ano passado, agora quer um fogão. Não gostou muito da notícia de que o IPI já começou a subir novamente. "A gente fica triste." Aliviada ficou a dona de casa Maria Aparecida Moreira, que precisava substituir apenas a geladeira de sua casa, e já o fez no ano passado.
Em dezembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo deixaria de arrecadar R$ 3,263 bilhões com a prorrogação do IPI reduzido. Do total, R$ 2,063 bilhões se referem à desoneração dos automóveis, R$ 650 milhões aos móveis e painéis e R$ 550 milhões aos produtos da linha branca.
Na ocasião, o ministro destacou que as alíquotas voltarão ao normal, após junho deste ano, por causa do bom desempenho no segundo semestre de 2012 dos setores beneficiados pelas desonerações que, segundo ele, foram necessárias para reativar o consumo.

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