Ipesa instalará fábrica de alumínio em Palmeira
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segunda-feira, 18 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A empresa Ipesa do grupo paranaense Abage assinou ontem protocolo de intenção com o governo do Estado e prefeitura de Palmeira para instalação de uma unidade de produção de peças de alumínio. O investimento calculado em R$ 17 milhões transformará o antigo barracão do IBC (Instituto Brasileiro do Café) num complexo industrial formado por outras 14 empresas ligadas à Ipesa. A viabilidade do projeto dependerá agora da comprovação de que a fábrica não será poluidora.
A Ipesa entrou com pedido para licença prévia junto à regional de Ponta Grossa do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), na semana passada. O caso ainda não começou a ser analisado. Segundo o chefe regional do IAP, Cyrus Augustus Moro Daldin, a instalação da fábrica dependerá também das licenças ambiental, de instalação e por fim da definitiva, o que poderá levar ainda alguns meses. Somente quando ela entrar com o pedido para se instalar, é que será apresentado o projeto de tratamento de efluentes, afirmou Daldin.
O prefeito de Palmeira, Mussolini Mansani, e o secretário municipal de Indústria e Comércio, Antonio, Edilton Klas, asseguram que a Ipesa não trará riscos ao meio ambiente. Antes uma fundição era uma fumaceira só. Hoje, não polui nada, disse o prefeito.
A Ipesa usará água de um reservatório próprio e não da Sanepar, pois não pode utilizar cloro em sua estrutura de produção de chapas e peças de alumínio. Tivemos a garantia de não se tratar de uma empresa poluidora. Toda a água que ela usar em seu processo será reciclada, disse Klas.
A energia elétrica será fornecida pela Copel, que disponibilizará 2 mil quilowatts, já reservados desde quando o grupo Abage manifestou interesse por Palmeira. A Ipesa pretende ainda utilizar o gás natural da Bolívia, mas, por enquanto, terá de se contentar com o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), pois ela fica distante do ramal do gasoduto.
O diretor do grupo Abage, Nassib Abage, afirmou ontem que a Ipesa levará outras 14 empresas para Palmeira. Serão as unidades de usinagem, estamparia, polimento, montagem, prensa, corte, entre outras, disse Abage. Ele não soube informar sobre questões ambientais e infra-estrutura para instalação. A Folha tentou contato com os diretores diretos da Ipesa, mas eles estavam em viagem em razão da assinatura do protocolo com prefeitura e governo.
Entre algumas clientes da Ipesa estarão a Honda, Yamaha e Weg Motoress. Ela irá empregar 90 pessoas na primeira fase até chegar a 516 postos de trabalho diretos e indiretos até o final de 2002.


