Dos 20 postos de combustíveis vistoriados ontem pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), de Londrina, 25 bombas foram reprovadas por conter irregularidades. O caso mais grave foi verificado no Auto-Posto Shekiná, no Conjuto Milton Gavetti, Zona Norte de Londrina, onde cinco bombas de combustíveis estavam com os lacres violados numa delas o lacre do bloco medidador estava rompido o que demonstra, segundo os técnicos do Ipem, que o posto entregava ao consumidor quantidade inferior de combustível ao que era vendido. O posto foi atuado e interditado.
De acordo com o gerente do Ipem, Marcelo Trautwein, a diferença chegava até 260 mililímetros a cada 20 litros de combustíveis. O limite tolerável é de 100 mililímetros por 20 litros. A blitz de ontem foi surpresa e deve ser repetida na cidade e também em outros municípios da região nos próximos dias. Segundo Trautwein, o objetivo da vistoria é impedir que o motorista receba menos combustível do que pagou.
No entanto, o Ipem não vistoria a qualidade do produto, apenas a quantidade comercializada, obedecendo determinações do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). No caso do Shekiná, além da autuação e da interdição, o posto vai receber uma multa ainda não definida pela procuradoria jurídica do instituto. O valor deve ficar entre R$ 100,00 e R$ 50 mil.
''O posto só volta a funcionar depois de um mecânico autorizado regularizar o lacre das bombas'', informou Trautwein. Para o frentista Davi Borges, que responde pelo posto na ausência do proprietário, o posto não tentava enganar seus clientes. ''Não foi má fé. As bombas estavam sendo consertadas e não deu tempo para arrumar, pois a ação foi surpresa.''
De acordo com Trautwein, esse tipo de fraude não é comum na região. ''Não me parece ser uma prática comum, se isso estivesse ocorrendo com frequência, os postos estariam agindo em bloco'', acredita Trautwein.
As outras 20 bombas reprovadas pelas equipes do Ipem dizem respeito a vidros trincados, mangueiras deterioradas, vazamentos, entre outros problemas que deverão ser consertados no prazo de 10 dias. ''Esses postos foram notificados e deverão chamar um mecânino para fazer os reparos. Do contrário, eles também poderão ser multados'', informou Trautwein. (Colaborou Verão Barão)

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