Londrina - Representantes de várias entidades de classe e instituições públicas entregaram ontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT) a planta do Complexo Metrológico de Londrina, que será construído ao lado da Incubadora Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel), no campus universitário. O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) está determinado a concluir a obra até o final deste ano, segundo informou seu diretor técnico, Último Ayres de Souza.
O prédio, de 750 metros quadrados, abrigará inicialmente quatro laboratórios e a sede do Ipem. A parceria firmada para a construção determina a instalação de um laboratório acadêmico para cada unidade técnica. ‘‘Não podemos permitir que pessoas estranhas ao nosso trabalho circule pelos laboratórios. Por isso haverá os similares destinados à formação acadêmica’’, explicou Souza.
Um dos laboratórios será para medições químicas e se constituirá no primeiro independente da América Latina, já que os demais são mantidos dentro de indústrias da área. O outro é destinado a ensaios têxteis e será o terceiro no país (um fica no Rio de Janeiro e outro em Brusque, em Santa Catarina). ‘‘Londrina já se tornou um pólo têxtil e esse laboratório vem completar a cadeia produtiva do setor’’, comentou o gerente do Sebrae em Londrina, Sérgio Ozório. O laboratório têxtil fará a verificação da composição dos tecidos e fibras usados na indústria.
O início das obras depende apenas da liberação de recursos da Prefeitura, já previstos no projeto de suplementação de verbas aprovado semana passada pela Câmara Municipal. A obra física está orçada em R$ 700 mil. ‘‘São recursos oriundos do Paraná Urbano e que foram intermediados pelo deputado estadual Moysés Leônidas’’, informou Hélio Junqueira, chefe do gabinete da presidência do Ipem.
A área cedida pela UEL, segundo o consultor de desenvolvimento tecnológico da entidade, Silas Barros, já está liberada. O Ipem irá investir cerca de R$ 6 milhões para equipar os laboratórios e também ficará responsável pela manutenção do local.
Estão envolvidos na discussão do projeto a UEL, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sebrae, Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), sindicatos das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar), da Indústria da Construção Civil (Sinduscom) e das Indústrias Metalúrgica, Mecânica e de Material Elétrico de Londrina (Sindimetal).

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