Fiscais do Instituto de Pesos e Medidas de Londrina (Ipem) iniciaram na última segunda-feira a fiscalização periódica nos postos de combustíveis da cidade e região. Até o final da tarde de ontem 52 estabelecimentos e 464 bombas já haviam sido conferidos. Dois postos foram autuados por conta de irregularidades. Segundo o gerente Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Marcelo Trautwein, um posto na Zona Norte de Londrina foi autuado por conta de problemas na apresentação do preço do produto na bomba. Em um outro, localizado na região central, uma bomba foi reprovada no exame quantitativo de vazão de combustível.
De acordo com o gerente do Ipem, o índice de prejuízo ao consumidor permitido por lei é de 0,5%, e a fiscalização apontou um índice de 1%. E em outros 15 foram encontradas pequenas irregularidades; um índice considerado pequeno, conforme Trautwein. Em ambos os casos, as bombas foram lacradas. A blitz em Londrina deve terminar na próxima semana e até o início de outubro o Ipem já deverá ter passado por estabelecimentos de outras 99 cidades da região.
O objetivo da fiscalização, segundo o gerente do Ipem, Marcelo Trautwein, é verificar se o consumidor não está sendo lesado na compra de combustíveis e certificar a segurança dos equipamentos dos postos. Para isso, técnicos do instituto estão conferindo os lacres das bombas - principalmente o que mede a regulagem do produto - os equipamentos de segurança - como as mangueiras - e o volume de combustível injetado pelas bombas. A análise da qualidade do produto, entretanto, não é de responsabilidade do Ipem, destacou o gerente.
Conforme Trautwein, o posto autuado apresentava irregularidades no visor de preço/litro das bombas. O equipamento acumulava os valores que os consumidores deveriam pagar pelo combustível. ''Há um sistema que zera os valores da bomba cada vez que é desligada. Mas nessa bomba o sistema não estava zerando, o que poderia ocasionar uma cobrança errada'', alertou o gerente. Segundo ele, o proprietário alegou problemas técnicos e de manutenção. O posto foi autuado e tem dez dias para recorrer. A multa nesses casos pode variar de R$ 100 a R$ 50 mil.
As 13 irregularidades encontradas estão relacionadas aos equipamentos de segurança: mangueiras danificadas, pequenos vazamentos ou vidros das bombas trincados. ''São questões que podem ser resolvidas rapidamente. Normalmente, assim que a gente faz a fiscalização os proprietários já providenciam os reparos e não são multados'', disse o gerente do Ipem. Após verificar alguma irregularidade nesse sentido, os técnicos ''reprovam'' a bomba e colocam um selo do instituto, indicando o problema para o consumidor. Alguns dias depois eles retornam ao estabelecimento para comprovar os reparos.
Conforme o gerente do Ipem, essa é uma fiscalização de rotina, que acontece duas vezes por ano, ambas recomendadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Outras blitize acontecem aleatoriamente ou após denúncias de irregularidades. Conforme Trautwein essa fiscalização não tem relação com a operação Medusa III, deflagrada na semana passada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, que culminou com a prisão de 14 pessoas do ramo de combustível de Londrina e região.

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