A fiscalização iniciada na segunda-feira pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) para verificar se o material escolar revendido por lojas de Londrina e região atendem às normas de fabricação, já resultou na autuação de nove empresas, entre livrarias, papelarias, indústrias e importadores. A blitz realizada pelo órgão deve se estender até meados de fevereiro e abranger 80 estabelecimentos.
Ontem, fiscais do Ipem visitaram 14 lojas da cidade, localizadas no Centro e em shoppings. Foram verificados 134 produtos, nos quais foram conferidas as embalagens, o peso e a quantidade do produto, que deveriam estar de acordo com as informações da etiqueta. De cada artigo foram analisados cinco unidades, totalizando 680 itens.
Os fiscais detectaram problemas em pacotes de argila - que não traziam a quantidade do produto especificada na embalagem - e em agendas - onde não era informado, por exemplo, o número de páginas e o tamanho das folhas. ''O maior problema foi com as agendas importadas, que geralmente são mais caras que as nacionais, mas que atraem o consumidor por serem mmais bonitinhas, coloridas e com adesivos'', disse Marcelo Trawtwein, chefe do Ipem em Londrina.
Segundo ele, as autuações foram dirigidas às empresas responsáveis. Por exemplo: se foi a própria livraria que importou o produto, a advertência foi para a loja. Se não, seria encaminhada à empresa importadora. As empresas autuadas têm 15 dias para recorrer da advertência. Segundo o chefe do Ipem, elas podem ser penalizadas e obrigadas a pagar uma multa que varia de R$ 100 a R$ 50 mil.
Trawtwein comentou também que as livrarias e papelarias mais tradicionais apresentam poucas irregularidades. A preocupação maior é com os locais que vendem materiais importados. ''Esses produtos, muitas vezes, não apresentam na etiqueta as informações em Português, o que dificulta a conferência por parte do consumidor.
Conforme o chefe do Ipem em Londrina, o consumidor precisa atentar para três pontos na hora de comprar material escolar: a quantidade do produto, que deve ser claramente especificada, e o preço e a qualidade do material. ''É interessante a pessoa verificar se o produto tem procedência e se apresenta boa qualidade. Às vezes o preço baixo não compensa, pois os problemas começam a aparecer posteriormente'', completou.
É o que faz a professora Lúcia Toshiko Sumigawa, que confere todas as informações da etiqueta. ''Costumo conferir tudo e além de procurar o material mais barato, penso também na qualidade. Não adianta comprar barato e levar um material que não vai durar o tempo necessário'' (Colaborou Marta Ortega)

mockup