Ipem fiscaliza material escolar
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sábado, 07 de fevereiro de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Reportagem Local
O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) iniciou esta semana uma fiscalização de material escolar em Londrina. Segundo o gerente regional do instituto, Marcelo Trautwein, os fiscais estão verificando se os produtos seguem as especificações das etiquetas como quantidade de folhas e dimensões, no caso de cadernos e agendas. A quantidade de lápis de cor também é verificada.
Até o dia 20 de março, data prevista para o término da fiscalização, cerca de 70 estabelecimentos deverão ser visitados. Já na primeira papelaria vistorida foram encontradas duas irregularidades: uma agenda não trazia a quantidade de folhas nem as dimensões e um pacote de réguas não estava etiquetado. Nos dois casos, explicou o gerente regional do Ipem, a responsabilidade é do fabricante e não do comerciante.
Uma amostra dos produtos foi coletada para que fosse lavrado um auto de infração contras as empresas. As multas podem variar entre R$ 100 e R$ 50 mil, conforme determinar a análise do departamento jurídico da instituição.
De acordo com Trautwein, a principais irregularidades são encontradas na comercialização fracionada de produtos. ''Os comerciantes compram artigos como argila, folhas de sulfite e canudinhos em grandes quantidades, abrem as embalagens e vendem pequenos volumes, sem rotular os pacotes com a quantidade contida'', relata.
O proprietário da papelaria onde foram coletadas as amostras, Álvaro Loureiro Júnior, aprovou a ação dos fiscais. ''O Ipem defende não só o consumidor final como o comerciante'', disse Loureiro referindo-se ao pacote de réguas que comprou para revender mas não apresentava a número de itens. O comerciante lembrou que com a fiscalização pode-se descobrir quais as empresas de maior credibilidade.
Para os consumidores, a orientação do gerente regional do Ipem é sempre certificar-se que o produto traz as especificações de quantidades na etiqueta e quando for possível conferir. Em caso de dúvida, basta ligar para o instituto (43/3321-3377) e pedir que um fiscal faça a verificação.


