Em uma fiscalização realizada na manhã desta segunda-feira (24), em uma revendedora de gás em Londrina, o Ipem/Inmetro (Instituto de Pesos e Medidas) do Paraná, identificou botijões de gás GLP sem a tara, que é o peso do vasilhame vazio. A ação faz parte de uma operação iniciada neste mês para verificação da regularidade dos produtos que chegam até o consumidor.

Pela irregularidade encontrada, a envasadora responsável deverá ser responsabilizada.

Até o momento, os fiscais do Ipem estiveram em duas envasadoras, no Pool de Combustíveis, e em 15 distribuidoras. Em cada local, são analisadas entre cinco e 20 amostras do produto. São feitas pesagens, a checagem das informações obrigatórias e as condições de segurança. Em 333 produtos verificados, nenhum foi reprovado. A maioria deles são botijões de 13 quilos, para uso doméstico.

“Foi uma grata supresa. Não encontramos nenhum erro ao consumidor. Nenhum botijão com peso menor”, disse o gerente regional do Ipem/Inmetro, Marcelo Trautwein.

A falta da placa com a informação do peso do botijão vazio, como observado em uma das distribuidoras fiscalizadas nesta segunda-feira, não configura erro ao consumidor, segundo o gerente regional. “A gente apreende o botijão, interdita e devolve para a envasadora, que vai ser multada. Mas não é erro contra o consumidor”, explicou. Sempre, a responsabilidade é de quem fabrica ou envasa o produto.”

As amostragens estão sendo feitas em empresas revendedoras de todas as regiões da cidade, além das envasadoras, que distribuem o produto para Londrina e região.

Algumas fiscalizações do Ipem/Inmetro são sazonais, como aquelas que fazem a aferição de peso de produtos bastante consumidos em períodos específicos do ano, como Páscoa e Natal ou material escolar, e outras, como a dos botijões de gás e bombas de combustível, podem ser motivadas por denúncias feitas por consumidores que desconfiam ou testemunham alguma irregularidade. Os fiscais também podem ser acionados por solicitação do Ministério Público.

“O consumidor pode ajudar na fiscalização e se garantir para não levar produto em quantidade menor”, ressaltou Trautwein.

No trabalho de proteção do consumidor, quando o instituto identifica situações irregulares, o produto é retirado do mercado e os responsáveis são punidos.

A fiscalização em curso ao longo deste mês nas empresas de envase e revenda de gás GLP, segundo o gerente regional, não foi motivada por nenhuma denúncia. Mas os consumidores que notarem problemas com qualquer produto e se sentirem lesados, podem acionar o Ipem/Inmetro por meio do telefone 0800 645 0102 ou via ouvidoria do órgão. “Pelos canais oficiais, o consumidor pode acompanhar o andamento do processo pelo número do protocolo ao qual só ele tem acesso.”

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