Ipem encontra irregularidades em uniformes
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) feita em 31 empresas têxteis no Paraná constatou várias irregularidades na confecção dos uniformes escolares. As mais frequentes correspondem à falta de informação sobre a composição dos tecidos utilizados na produção da roupa. De acordo com o gerente de fiscalização do Ipem, Roberto Tamari, as confecções precisam informar, através de etiqueta, a composição correta das fibras que compõem o tecido utilizado no uniforme.
Outras irregularidades encontradas correspondem ao uso inadequado de termos estrangeiros e também em indicações conflitantes a respeito da composição dos tecidos.
Durante a fiscalização foram verificados mais de 44 mil itens, dos quais 3.940 não estavam de acordo com a legislação federal. O Ipem lavrou 19 autuações, que correspondem a um aumento significativo em relação às autuações lavradas nos últimos anos. De acordo com o Ipem, a média histórica geralmente gira em torno de 2% e desta vez chegou a 10%, ''o que é preocupante'', disse Tamari.
O setor têxtil frequentemente vem sendo alvo da fiscalização do Ipem, disse Tamaris. Dessa vez, considerando o período de início do ano letivo, os fiscais decidiram que o alvo seria a indústria de uniformes escolares. A legislação federal determina que toda a composição dos tecidos utilizada na fabricação de roupas e uniformes deve ser devidamente informada na etiqueta que acompanha o produto.
No caso de uniformes escolares, essa preocupação precisa ser maior ainda, já que muitas confecções recorrem a tecidos sintéticos para fabricação do produto e muitas crianças são alérgicas a esses produtos. Através das informações corretas sobre a composição dos tecidos, os consumidores também podem decidir se compram uniformes mais duráveis ou não, disse Tamaris.
Quando os produtos não têm a especificação das fibras, os comerciantes são imediatamente autuados, no próprio local de venda. Caso haja alguma suspeita de a composição não estar de acordo com as indicações da etiqueta, são coletadas três amostras do mesmo artigo. Uma delas fica em poder do comerciante e as demais são encaminhadas ao laboratório do Ipem, onde são feitos exames físicos e químicos, com queima e reagentes. Após a constatação da irregularidade, o responsável é autuado, mas pode enviar a amostra que ficou em seu poder para um exame de laboratório. Caso dê resultado diferente, a terceira amostra é utilizada pelo instituto para desempatar a questão.


