Ipem e Codel lançam complexo metrológico
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quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Dentro de seis meses Londrina deve contar com o primeiro laboratório público de análise de composição de fibras têxteis do País e o segundo de metrologia química. O lançamento do complexo metrológico, que será administrado pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná (Ipem) e mantido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), aconteceu ontem, na sede da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Estiveram presentes o diretor de metrologia geral do Inmetro, Roberto Guimarães, o presidente do Ipem Paraná, Leonaldo Paranhos, o prefeito Nedson Micheleti e lideranças políticas da cidade.
O complexo metrológico vai funcionar no Parque Industrial de Londrina, com terreno cedido pela Prefeitura. As obras para adaptações funcionais serão realizadas pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Os investimentos totais para o funcionamento do complexo são estimados em R$ 7 milhões.
Segundo o gerente da regional Londrina do Ipem, Marcelo Trautwein, o laboratório de composição têxtil terá capacidade inicial de realizar até 500 análises por mês. Já o de metrologia química, que fará a calibragem de aparelhos de medição de pH (acidez ou alcalinidade de susbtâncias), poderá fazer até 1.000 operações. Além dos dois laboratórios, o complexo vai abrigar um anexo didático, destinado a visita e treinamento de estudantes.
Para o gerente do Ipem, a maior vantagem trazida para a região de Londrina com a instalação do complexo será a agilização da amostragem e aprovação de produtos. ''Agora as indústrias não terão mais necessidade de enviar amostras para os laboratórios em outros estados. Isso deve poupar bastante tempo.''
De acordo com o diretor de metrologia legal do Inmetro, Roberto Guimarães, os laboratórios de Londrina não devem ter muito trabalho com relação ao número de irregularidades. ''Nessa área em que o complexo de Londrina vai operar, o índice de irregularidades no Brasil é inferior a 1%'', conta. Além de Londrina, Rio de Janeiro e Brusque (SC) contam com laboratórios semelhantes, porém geridos por empresas privadas. O início das obras está previsto para o final de outubro e o prazo para conclusão é de seis meses.


