O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Londrina disse ontem que não possui conhecimento técnico e nem pessoal capacitado para identificar possíveis postos de combustível da cidade que possam ter as placas de circuito adulteradas instaladas nas bombas de abastecimento, como as encontradas em Curitiba. Em alguns casos, quem abastecia o automóvel na Capital poderia receber até 7% a menos de combustível do que pagou.
De acordo com Jaime Ciquini, gerente regional do Ipem em exercício, o sistema utilizado pelos donos de postos fraudadores é ''avançado e muito bem planejado''. ''Vou ser sincero. Nós ficamos tão surpresos como todos que assistiram a reportagem. Para vistoriar estas placas é necessário ter um conhecimento técnico apurado, que vai além do que o Ipem de Londrina pode fiscalizar hoje'', revelou o coordenador.
Mesmo assim, ele afirmou que desde o começo do ano o Ipem voltou a fiscalizar todos os 110 estabelecimentos de Londrina. Ciquini comentou que até agora 25 postos já foram vistoriados, mas apenas um apresentou problemas que lesavam o consumidor. Mesmo assim, o problema teria relação com o desgaste do aparelho. Ele explicou ainda que a tolerância das bombas, segundo normas estipuladas, é de 0,5% para cada 20 litros, ou seja, 100 ml. ''Eu nunca tinha presenciado algo como aconteceu em Curitiba. Certamente agora, mesmo sem conhecimento aprofundado, vamos ficar mais atentos.''
Ciquini adiantou que a partir da próxima semana, quando muitos técnicos retornam das férias, a fiscalização deve a ser intensificada. ''Vamos voltar a ter seis equipes nas ruas com dois técnicos cada a partir da semana que vem. Estamos analisando o desgaste dos aparelhos, bombas sem lacre e com vazamentos, mangueiras em mau estado entre outras características'', relatou o coordenador.

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