Curitiba - Uma operação de fiscalização realizada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) em GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), durante abril e maio, levou a 22 autos de infração por falta quantitativa do produto e problemas no peso do vasilhame. Foram examinados 123 itens em 1.839 unidades de botijões em 90 estabelecimentos como companhias de envase e postos de revenda em várias cidades do Paraná.
O gerente de Pré-Medidos do Ipem, Sérgio Camargo, disse que foram encontrados botijões com uma média de 12,73 quilos de gás, sendo que o correto seria 13 quilos. Segundo ele, o maior número de irregularidades foi verificado no interior do Estado. Nestes locais, como não há a possibilidade de decantação dos botijões ou a retirada de todo o produto das embalagens, o que é feito nas companhias de gás de Araucária na Região Metropolitana de Curitiba, a gravação da tara (peso da embalagem) é considerada para o cálculo do peso efetivo de gás existente nos vasilhames.
Camargo esclareceu que, quando o consumidor tiver problemas com quantidade menor de gás nos botijões ou embalagem com peso incorreto deve ligar para o Ipem. O instituto vai até o local onde o produto foi adquirido fazer uma fiscalização.
As empresas autuadas têm dez dias para apresentarem uma defesa prévia. Em seguida, o departamento jurídico do Ipem faz uma análise. Caso a defesa não seja acatada, é aplicada uma penalidade que vai desde uma simples advertência até multa de R$ 1,5 milhão.
Resultados
As operações especiais em GLP são realizadas pelo Ipem duas vezes por ano. Na primeira fiscalização deste ano, foi constatado aumento no número de autuações comparando com o ano passado - quando foram lavrados somente seis autos de infração, em 99 estabelecimentos visitados. ''Isso se deve ao aumento do período de fiscalização, afinal este ano, trabalhamos nesta operação durante dois meses'', explicou Camargo.
O consumidor deve sempre adquirir botijões lacrados e em bom estado de conservação, o que ajuda na questão da segurança, já que vasilhames enferrujados ou amassados em demasia, podem oferecer menos resistência à pressão do produto.
O presidente do Sindicato dos Revendedores das Distribuidoras de Gás do Paraná (Sinregás-PR), José Luiz Rocha, disse que existe uma variação permitida no peso do GLP. Em relação aos problemas de tara, ele esclareceu que os botijões são reformados e vai variando o peso do vasilhame, o que considera incorreto. Segundo ele, os botijões têm prazo de validade de dez anos. Quando atingem ''essa idade'', as distribuidoras mandam para uma empresa requalificadora para o vasilhame ser reformado. ''As distribuidoras não podem continuar a encher botijões com embalagem vencida'', disse. Ele acredita que a diferença na tara possa ser provocada pela falta da reforma. ''Acho a fiscalização do Ipem muito positiva'', afirmou.

Serviço:
Em caso de dúvidas ou denúncias, os consumidores devem contatar a Ouvidoria do Ipem pelo fone 0800 645-0102, das 8 as 17h30 de segunda a sexta-feira

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