Mais de 600 postos de combustíveis de Londrina e região foram visitados por fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) durante uma fiscalização que durou 60 dias e terminou ontem na cidade. Técnicos do instituto verificaram os lacres das bombas - principalmente o que mede a regulagem do produto - conferiram os acessórios dos equipamentos - como as mangueiras - e analisaram o volume de combustível injetado pelas bombas. No final, 14 empresas foram autuadas, a maioria por apresentar erros contra o consumidor.
Segundo o gerente do Ipem, Marcelo Trautwein,, os postos foram autuados principalmente por apresentarem irregularidades no exame de vazão de combustível. O exame, repetido duas vezes, consiste em retirar 20 litros de combustível da bomba para verificação, o erro pode ser de 100 mililitros para mais ou para menos. Das empresas autuadas, 10 são de Londrina e estão localizadas em regiões diferentes da cidade. Segundo o órgão, as empresas têm 15 dias para recorrer da autuação. Porém, se penalizadas, podem arcar com multa que varia de R$ 100 a R$ 50 mil.
Das 3.248 bombas verificadas, 90 foram reprovadas pelos técnicos. ''Reprovada não é autuada. São bombas que apresentaram, por exemplo, problemas na mangueira, pois tinham alguns furos, estavam com os vidros quebrados, problemas que podem ser rapidamente resolvidos'', disse Trautwein. Os postos foram notificados e têm um prazo para regularizar as condições dos equipamentos.
Conforme o gerente do Ipem, também foi verificada a relação preço/litro, ou seja, se o preço do produto que aparece discriminado na bomba confere com o valor final do volume do produto solicitado pelo consumidor. A fiscalização ainda alcançou os aspectos de segurança das bombas: técnicos avaliaram, por exemplo, se as tubulações por onde passam o combustível estão corretas e em boas condições, se não tem nenhum fiozinho solto, se não há nenhum perigo do equipamento incendiar, acrescentou Trautwein.
Ele lembrou que o Ipem realiza essa fiscalização duas vezes por ano e são verificadas todas as empresas do segmento, inclusive aquelas que não revendem combustível, mas trabalham no ramo de transporte e têm um abastecimento próprio. Depois de analisadas, as bombas que estão regulares recebem um selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro), indicando a conformidade.

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