O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) refez suas projeções sobre o crescimento da economia brasileira em razão do racionamento de energia. O impacto estimado do racionamento sobre o PIB (Produto Interno Bruto) é de redução de 1 ponto percentual, passando de 4% de crescimento no cenário sem racionamento para 3% no cenário com racionamento.
Em projeção anterior, o Ipea tinha estimado crescimento de 4,3% no PIB, sem efeitos do racionamento. O órgão do governo federal projeta ainda que a diminuição do crescimento no segundo semestre será bem mais acentuada. No primeiro semestre, o Ipea considera que o PIB irá cresce 4,4%, enquanto no segundo semestre esse crescimento seria de apenas 1,7% sobre o mesmo período anterior.
As estimativas fazem parte de um boletim de conjuntura, divulgado ontem pelo Ipea. O Ipea subiu a previsão para o INPC (Índice Nacional Preços ao Consumidor). A inflação medida por esse índice deverá fecha o ano em 6%, considerando o racionamento de energia elétrica. Sem racionamento, o INPC seria de 5,2% contra uma projeção anterior de 4,8%. (AF)

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