Ipea projeta inflação de 10,5% para este ano
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quinta-feira, 28 de novembro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa usada pelo governo nas metas de inflação, deverá fechar 2002 a 10,5%, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento.
A estimativa supera a projeção do mercado financeiro, divulgada no último boletim Focus, que apontava uma taxa de 10% para este ano. Além disso, a previsão do Ipea indica uma inflação de dois dígitos e distante da meta (teto de 9%) fixada pelo acordo firmado entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI), em agosto.
O Ipea também anunciou ontem a revisão para cima da previsão de crescimento para a economia brasileira neste ano. De acordo com o instituto, o Produto Interno Bruto (PIB) será de 1,4%, contra estimativa de 1,3% em outubro. A melhora do indicador foi feita apesar do aumento da taxa básica de juros de economia de 21% para 22% anunciado na semana passada pelo Copom. Para 2003, o Ipea manteve a projeção de crescimento de 1,8% para a economia.
Balança A balança comercial deverá fechar 2002 com um superávit de US$ 12,6 bilhões, segundo estimativa do Ipea. Na última projeção, divulgada em agosto, o instituto esperava saldo de US$ 7,7 bilhões. Para 2003, a expectativa é de um saldo positivo de US$ 15 bilhões.
Até a penúltima semana deste mês, o saldo da balança comercial acumulado no ano era de US$ 11,130 bilhões, acima da estimativa de US$ 11 bilhões do governo para o ano todo.
O resultado comercial no ano é de longe o melhor dos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). A última vez que Brasil conseguiu um superávit acima de US$ 10 bilhões foi em 1994, quando o Plano Real foi lançado.


