Ipea prevê crescimento de 4,9% na indústria
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
RIO - As projeções do Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada (Ipea) para o primeiro semestre são otimistas: um crescimento da indústria de 4,9% nos seis primeiros meses em relação ao mesmo período de 1996. Para o primeiro trimestre, o crescimento previsto é de 7,7%, com uma pequena desaceleração esperada para o segundo. Quanto ao desempenho do PIB, a alta esperada pelo Ipea é de 3,9% sobre o primeiro semestre de 96.
O coordenador do grupo de conjuntura do Instituto, Paulo Levy, responsável pela Carta de Conjuntura, divulgada ontem, rechaça a tese da necessidade do governo impor um freio à economia, a fim de melhorar o desempenho da balança comercial. Não há crescimento excessivo, afirmou. Estamos vivendo uma estabilidade relativa em relação aos níveis de produção atingidos no fim do ano passado.
Os economistas do Ipea não projetaram o resultado da balança para 1997, mas Levy trabalha com um déficit em torno de US$ 7,5 bilhões para este ano. Um resultado, segundo ele, ainda incapaz de causar maiores dores-de-cabeça. Levy está confiante de que as medidas tomadas pelo governo terão efeito positivo a longo prazo sobre as exportações. Além disso, completou, a qualidade do financiamento às importações vem melhorando. Cada vez menos, depende-se de recursos de curto prazo, disse.
O Ipea acredita em uma reação positiva das exportações neste ano, com base no crescimento de 6% de janeiro em relação ao mesmo mês de 1996. O País deverá exportar mais produtos agrícolas e haverá maior disponibilidade de linhas de financiamento para exportação, como a do BNDES, enfatizou Levy.


