A deterioração no cenário financeiro internacional nos últimos três meses não alterou a projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de crescimento econômico de 1,9% do Produto Iterno Bruto (PIB) para este ano. Os economistas do instituto também apostam na manutenção das reservas cambiais brasileiras num patamar confortável, apesar de admitirem que o a crise russa terá ‘‘algum impacto’’ nos investimentos estrangeiros no Brasil.
‘‘Vamos perder alguma coisa, mas não acredito em saída significativa’’, diz o coordenador do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Ipea, Paulo Levy. O instituto, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, também manteve a previsão de crescimento de 1,6% da indústria e 1% da indústria de transformação. O aumento do PIB para o primeiro semestre é de 1,4%.
A Carta Conjuntura de agosto, divulgada ontem pela instituição,
destaca que o volume de recursos externos para o País voltou a se reduzir nos últimos meses. Depois da crise asiática, a rápida intervenção do FMI permitiu, no início do ano, até o mês de abril, a recuperação do fluxo de capitais nos países emergentes. O Brasil acumulou, naquele período, US$ 22 bilhões em reservas.

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