Ipea eleva projeção do PIB para 4,6%
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Agência Estado Do Rio 
O coordenador do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (GAC/Ipea), Paulo Levy, disse que a economia brasileira em 2000 deve ter crescido 4,1%, um pouco acima dos 4% esperados, e em 2001 deve crescer 4,6%, também acima dos 4,5% previstos anteriormente.
Segundo Levy, o crescimento da indústria no fim do ano passado foi surpreendente. Se a produção da indústria mantiver em 2001 o nível de dezembro, ela já estará crescendo 8% sobre a média de 2000. E o esperado é que a indústria cresça ainda mais, disse. No entanto, pelo conceito de valor adicionado usado nos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB), o crescimento da indústria deve ter sido de 4,4% em 2000 e deve subir para 5,6% este ano.
A expansão maior esperada pelo Ipea em 2001 é a da agropecuária, estimada em 7,6%. A safra deve crescer 10% este ano, o que é muito, principalmente por conta da quebra de safra do ano passado, disse o técnico do GAC especialista em agropecuária, Gervásio Castro de Rezende. O setor de serviços deve crescer 3,1%. Com a economia em crescimento, o Ipea está esperando queda da taxa média de desemprego de 7,1% no ano passado para 6,5% este ano. O instituto também espera crescimento de 3,4% no salário médio e de 5,6% na massa de rendimento ao ano.
Os investimentos, o crescimento e o consumo devem ser beneficiados por uma redução da taxa de juros real média de 12% no ano passado para 9,4% este ano. A taxa de juros básica nominal, a Selic, chegaria a 13,5% no fim de 2001, segundo o Ipea e a inflação do ano ficaria em 4,4%, próxima à meta do governo, que é de 4%. É uma taxa de juros ainda alta, disse o diretor do Ipea, Eustáquio José dos Reis.


