Ipea confirma aquecimento e eleva previsão
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, reviu suas previsões para este ano. A projeção de crescimento industrial, que no último boletim, de maio, era de 4,9%, passou a ser de 5,4%. A economia está mesmo aquecida, em uma trajetória de crescimento sustentado, puxada principalmente pelos setores de bens de capital e o setor de duráveis, explicou Paulo Levy, coordenador do grupo de acompanhamento conjuntural do Ipea.
A expectativa de crescimento do setor de bens duráveis para 2000 é de 7% e de bens de capital, de 8,8%. Alguns ramos da indústria, lembra Levy, já estão chegando perto do limite da capacidade. O patinho feio é o segmento de não-duráveis, que deve crescer 0,4%.
A perspectiva para o crescimento do PIB este ano, no entanto, não foi modificada, continuando em 3,9%, como havia sido previsto em janeiro. No início do ano achávamos que estávamos sendo otimistas, mas agora concluímos que estávamos na direção certa.
A balança comercial foi revista no Boletim Conjuntural de julho e a expectativa de superávit comercial, que no boletim de maio era de US$ 3,3 bilhões, caiu para US$ 1,8 bilhão. Isto pode ser explicado principalmente pelo aumento das importações. Por conta dessa mudança, a previsão de déficit em conta corrente foi aumentada de US$ 23,1 bilhões para US$ 24 bilhões.





