IPCA sobe mas não preocupa
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sexta-feira, 12 de novembro de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Região Metropolitana de Curitiba registrou, em outubro, a terceira maior taxa do País para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que mede o impacto da inflação para as famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. O IPCA mensal ficou em 0,48%, superando a média nacional de 0,44%. De janeiro a outubro, a Capital paranaense acumula a maior taxa entre as 11 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - 8,08%. A média brasileira no ano é de 5,95%. Curitiba fechou 2003 com a menor taxa de inflação do País.
O IPCA poderia ter sido ainda maior, não fossem as quedas no preço dos alimentos e bebidas (-0,11%); artigos de residência (-0,11%) e educação (-0,41%). As maiores altas se deram nos grupos de vestuário (1,50%), transporte (1,26%), comunicação (0,75%) e saúde e cuidados pessoais (0,61%).
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que a alta do IPCA nacional de outubro em relação a setembro (0,33%) não sinaliza tendência de um aumento expressivo na inflação deste ano. Para ele, o ''Banco Central está vendo fantasmas'' e aumentando os juros para segurar o índice de 2005.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - que mede o custo de vida para famílias com renda de 1 a 8 salários mínimos -, em Curitiba, no mês passado, ficou em 0,18% - um ponto acima da média nacional. No ano, o acumulado é de 7,93%, enquanto a média nacional é de 4,77%.


