O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado para as metas de inflação do governo federal, passará a ser feito com base em preços dos 27 Estados do País a partir de 2003. Hoje ele é calculado em nove regiões metropolitanas, mais Goiânia e Distrito Federal. ‘‘Vamos ter o IPCA nacional, o de cada Estado e o de cada região metropolitana onde já é feita a coleta de preços hoje’’, informou o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Besserman.
Hoje o IPCA e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também do IBGE, são calculados com base nos preços das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Salvador, Recife, Curitiba e Porto Alegre, além de Goiânia e Distrito Federal.
‘‘Essas áreas são ainda muito representativas, mas estão perdendo população proporcionalmente’’, disse Besserman. Ele informou que as 11 áreas onde os preços são coletados representavam 43% da população brasileira em 1980, quando o IPCA começou a ser calculado. Em 1996, passaram a ter 39,66% da população nacional e, em 1999, 37,43% do total.
A ampliação geográfica do IPCA e do INPC será precedida pela Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) com coleta de preços entre agosto de 2001 e agosto de 2002, que observará hábitos de consumos das famílias por um ano. A partir disso, será estabelecido um padrão médio que servirá para decidir os produtos serão pesquisados.

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