IPCA registra alta de 0,44% em janeiro
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro teve variação de 0,44% e ficou 0,04 ponto percentual abaixo dos 0,48% de dezembro. Nos últimos 12 meses o índice situou-se em 2,99%, resultado menor que o relativo aos 12 meses imediatamente anteriores (3,14%). Em janeiro de 2006, o índice havia ficado em 0,59%. Em Curitiba, o IPCA fechou o mês passado com alta de 0,43%.
O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, disse que os itens que mais pesaram foram alimentação e ônibus urbanos. No entanto, há a expectativa que o IPCA volte a ter redução. ''O mercado trabalha com inflação para 2007 abaixo da meta de 4,5%'', destacou. Ele disse que, com a desvalorização do câmbio, a inflação tende a reduzir.
Os ônibus urbanos foram os responsáveis pela maior contribuição individual no índice do mês (0,06 ponto percentual) mesmo com a desaceleração na taxa de crescimento de suas tarifas que, de 4,61% em dezembro, desceram para 1,66% em janeiro. Houve variações na região metropolitana de Belo Horizonte (7,57%), onde ocorreu reajuste de 8,00% desde o dia 30 de dezembro; em Salvador (5,29%), com 17,65% vigorando a partir de 20 de janeiro, antes mesmo da publicação do reajuste, no dia 22, no Diário Oficial; no Rio de Janeiro (1,01%), com 5,26% em vigor a partir de 04 de dezembro e em São Paulo (0,44%), cujo reajuste em vigor desde 30 de novembro foi de 15%.
Os artigos de vestuário, em decorrência das promoções típicas do início do ano, tiveram queda de 0,19%. Isto após 1% de alta no mês de dezembro. As roupas femininas ficaram 0,93% mais baratas. No entanto, apesar da queda do vestuário e da menor pressão dos ônibus, as chuvas intensas que caíram no mês de janeiro levaram à aceleração no ritmo de crescimento de preços dos alimentos, que passaram de 0,39% para 0,84%. O tomate chegou a ficar 27,42% mais caro, enquanto as hortaliças subiram 10,33%.
O álcool, 7,23% mais caro para o consumidor por causa do período de entressafra da cana-de-açúcar, também exerceu pressão em janeiro. A maior alta ficou com a região metropolitana de São Paulo, onde o litro do combustível passou a custar 13,75%, mais do que em dezembro. Já a gasolina, com queda de 0,57%, ficou mais barata. Principalmente em Goiânia, cujo preço caiu 6,26%.
Além dos alimentos e do álcool combustível, outros itens a exemplo do ônibus intermunicipal (2,24%), condomínio (1,78%), automóvel usado (1,34%), recreação (0,96%) e empregado doméstico (0,86%) influenciaram o IPCA do mês.
Quanto aos índices regionais, o maior resultado foi registrado na região metropolitana de Belo Horizonte (0,75%), onde o item ônibus urbano apresentou variação de 7,57% tendo em vista o reajuste de 8% em vigor a partir de 30 de dezembro, quando a tarifa modal passou de R$ 1,85 para R$ 2,00. O índice mais baixo foi o da região de Porto Alegre (-0,07%), onde chegou a ocorrer pequena deflação. (com agências)


