IPCA para 2016 sobe de 6,50% para 6,64%
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terça-feira, 24 de novembro de 2015
Célia Froufe<br> Agência Estado 
Brasília - A mediana das projeções para o IPCA do ano ultrapassou o teto da meta no Relatório de Mercado Focus e está agora em 6,64%. No levantamento anterior, o ponto central da pesquisa estava em 6,50%. No levantamento de quatro semanas atrás, em 6,22%. Os dados foram divulgados na manhã de ontem, pelo Banco Central, que já avisou não focar mais 2016, mas, sim, 2017 em sua tarefa de levar a inflação para o centro da meta.
No caso de 2015, a mediana avançou de 10,04% para 10,33%, registrando a décima semana consecutiva em que há alta das estimativas para esta variável. Há quatro edições do documento, a mediana estava em 9,85%. No caso do Top 5 de 2015, o ponto central da pesquisa passou de 10,28% para 10,53%. Há quatro semanas, essa mediana estava em 9,95%.
Para 2016, o grupo dos analistas que costuma acertar mais as estimativas, manteve a perspectiva para o IPCA em 6,98% pela segunda semana seguida. Quatro edições atrás do boletim Focus, estava em 7,30%.
No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado. Na ata do Copom mais recente, o BC informou que suas projeções subiram ainda mais tanto no cenário de mercado quanto no de referência.
Para a inflação de curto prazo, a estimativa para novembro subiu de 0,66% para 0,85% de uma semana para outra ante taxa de 0,60% verificada há um mês. No caso de dezembro, a taxa passou de 0,75% para 0,82%. Quatro semanas atrás estava em 0,68%. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente subiram mais, passando de 6,76% para 7,13% - quatro edições atrás estavam em 6,50%.
A mediana das projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2017, que é o novo foco de atuação do Banco Central, subiu de 5,00% para 5,10%, na abertura do Relatório de Mercado Focus. A taxa de 5,00% estava estacionada nesse patamar desde 9 de outubro. Para 2018 e 2019 não houve alteração nas estimativas do mercado: a inflação deve fechar em 5,00% em 2018 e em 4,50% em 2019.
Depois de mais uma queda do IBC-Br em setembro, o Focus trouxe ajustes para as expectativas em torno dos dados de atividade do País. De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central, a perspectiva de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem passou de 2,00% para 2,01%. Há um mês, a mediana das projeções estava em -1,43%. Para 2015, a perspectiva de contração aumentou de 3,10% para 3,15% - um mês antes estava em queda de 3,02%.
Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014. No início do mês que vem, o Instituto trará o resultado da economia no terceiro trimestre de 2015. No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração econômica deste ano.


