IPCA para 2016 sobe de 6,05% para 6,12%
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Das agências 
Brasília - As previsões para o IPCA no Relatório de Mercado Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, subiram pela 11ª vez consecutiva. Segundo o documento, a mediana para a inflação de 2016 passou de 6,05% para 6,12%, se aproximando cada vez mais do teto da meta de 6,50%. Um mês atrás estava em 5,70%. Já as projeções para a inflação deste ano subiram de 9,70% para 9,75%. Há quatro semanas, estavam em 9,34%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia apresentado estimativa de 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Pelos cálculos da instituição revelados no RTI, o IPCA para 2016 subiu de 4,8% para 5,3% no cenário de referência e passou de 5,1% para 5,4% no de mercado.
Para a inflação de curto prazo, a estimativa para outubro passou de 0,65% para 0,70% - estava em 0,49% quatro semanas atrás. Já a de novembro, passou de 0,57% para 0,58% de uma semana para outra ante taxa de 0,55% verificada há um mês. As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também pioraram na pesquisa Focus de ontem, passando de 6,24% para 6,27% ante taxa de 5,82% de quatro edições atrás.
Na semana passada, a elite dos economistas que mais acertam as previsões para a inflação no médio prazo, denominada Top 5, passou a prever que o BC não entregará a inflação na meta também no ano que vem. Pela mediana das estimativas do Relatório de Mercado Focus, o IPCA do ano que vem terminará em 6,72% - a previsão foi mantida esta semana e quatro edições atrás estava em 5,98%.
A meta de 2016 é de 4,5% com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, o que abrigaria uma taxa de até 6,50%. "O compromisso do Banco Central é fazer a reancoragem das expectativas", disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, há cerca de 15 dias, no Peru.
Já para 2015, a mediana das previsões desse mesmo grupo saltou de 9,61% para 9,81% - obviamente também bem acima do teto da meta deste ano, que tem os mesmos parâmetros da de 2016. Há quatro semanas, essa mediana estava em 9,37%.
O centro das expectativas (mediana) do mercado é de que o Produto Interno Bruto (PIB) retraia 3% em 2015. Há uma semana, esperava-se retração de 2,97% e, há um mês, de 2,7%. Os dados também fazem parte do boletim Focus, que se baseia em consulta semanal feita pelo Banco Central entre economistas e instituições financeiras. Para 2016, a expectativa é de retração de 1,22%, ligeiramente superior à expectativa da semana anterior, que era de queda de 1,20%.
A expectativa para a meta da taxa Selic no fechamento de 2015 foi mantida em 14,25%. Para o final de 2016, ela foi ampliada para 12,75% - há uma semana, esperava-se a Selic a 12,63%. A taxa de câmbio para o final de 2015 foi mantida em R$ 4. Para o final de 2016, ela foi para R$ 4,13. Há uma semana, esperava-se o câmbio em R$ 4,15 no fechamento de 2016.


