IPCA ficará em 11% este ano, indica pesquisa
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terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Brasília Embora tenha aumentado de 1,24% para 1,57% a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, o mercado financeiro manteve em 11% sua previsão para a variação durante todo o ano de 2003. As projeções foram colhidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa que faz semanalmente entre um grupo de cem instituições financeiras e empresas de consultoria. No levantamento, concluído na sexta-feira, o mercado ainda elevou ligeiramente a taxa esperada para 2004, de 7,90% para 8%.
A projeção para o IPCA de dezembro de 2002 aumentou, na mesma pesquisa, de 2,13% para 2,20%. Com isso, a taxa estimada para o ano de 2002 já apurada, mas ainda não divulgada pelo IBGE subiu, na média, de 12,53% para 12,64%.
Já no que se refere ao ritmo da produção, as entidades ouvidas pelo BC praticamente não mudaram suas expectativas. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 foi estimado em 1,93% (ante 1,94% na semana anterior), ficando um pouco mais distante da projeção de 2,8% feita pelo BC no último relatório trimestral de inflação. Já a previsão para o PIB de 2002 subiu de 1,44% para 1,45% (contra 1,6% estimado pelo BC). Para 2004, o mercado manteve previsão de aumento de 3% do PIB.
Ainda sem refletir o forte movimento de baixa ocorrido no mercado de câmbio na sexta-feira e ontem, o levantamento feito ao longo da semana passada manteve as projeções para as cotações do dólar no fim de 2003 (R$ 3,70) e de 2004 (R$ 3,80).
Quanto aos juros, a estimativa para a taxa Selic no fim de 2003 foi mantida em 20% ao ano. Mas, para o fim de 2004, a previsão subiu de 17% para 17,15% ao ano.
No que se refere às contas externas, o cenário previsto é de tranquilidade. A projeção para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos de 2003 permaneceu em US$ 5,9 bilhões. A estimativa para o déficit ocorrido em 2002 caiu de US$ 8,75 bilhões para US$ 8,60 bilhões, enquanto a previsão para 2004 subiu US$ 5,10 bilhões para US$ 5,30 bilhões.
Ficaram estáveis também as projeções do mercado para o superávit da balança comercial em 2003 (US$ 15,50 bilhões) e em 2004 (US$ 16 bilhões). As previsões para o volume de investimento direto estrangeiro em 2003 e 2004 também ficaram inalteradas em US$ 13 bilhões e US$ 15 bilhões, respectivamente, assim como o valor estimado desses investimentos em 2002 (US$ 16 bilhões).
O horizonte era tranquilo também nas previsões para a área fiscal. Houve ligeira mudança na projeção do mercado para o superávit primário do setor público em 2003, que subiu de 3,75% para 3,77% do PIB. Foram mantidas as estimativas para 2002 e 2004, em 3,90% e 3,75% do PIB, respectivamente.


