O recuo da inflação entre agosto e setembro foi decorrente da desaceleração da alta dos preços dos alimentos e também da menor intensidade das variações de tarifas e preços administrados. Em setembro o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,28%, contra 0,70% referente a agosto.
Entre as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), São Paulo foi a que apresentou a menor variação do índice, com alta de 0,09%. A maior alta do IPCA foi na região metropolitana de Salvador (0,93%). O principal motivo foi a variação de 10% apurada para os ônibus urbanos.
As outras regiões apresentaram as seguintes variações de preços: Recife (0,79%), Brasília (0,71%), Curitiba (0,44%), Goiânia (0,40%), Porto Alegre (0,30%), Rio de Janeiro (0,26%), Belém (0,22%), Belo Horizonte (0,17%) e Fortaleza (0,11%).
A elevação dos alimentos passaram de 0,83% para 0,39%, entre agosto e setembro. As maiores altas ficaram por conta da cebola (14,9%), feijão preto (12,93%), margarina (4,95%), óleo de soja (3,95%), macarrão (3,35%), arroz (2,06%) e carne (1,40%).
O destaque de queda foi do leite pasteurizado, cuja queda ficou em 4,16%. No caso dos produtos não-alimentícios, a variação de preços passou de 0,66% para 0,25%, entre agosto e setembro. O maior peso nesse grupo foi das tarifas de ônibus urbano, cujo aumento foi de 1,24%. A gasolina ajudou a puxar a taxa para baixo em setembro. O produto apresentou queda de 0,58%, enquanto que em agosto houve aumento de 0,98%.

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