IPCA em Curitiba fecha em 0,15%
Agência Folha
Do Rio de Janeiro
Recife teve, em junho, a maior inflação (0,71%) entre as 11 regiões metropolitanas do País pesquisadas pelo IBGE. A alta foi puxada pela variação de 13,85% nos preços das passagens dos ônibus urbanos na capital de Pernambuco. São Paulo, com 0,12%, está entre as três médias mais baixas medidas pelo IPCA e entre as quatro cidades onde a inflação ficou abaixo da média nacional.
As outras três são Curitiba (0,15%), Salvador e Belém. A inflação em São Paulo caiu devido à redução dos preços de alimentação e bebidas (-1,7%). Em Belém, onde foi verificado o menor índice do País (-0,21%), quase todos os grupos de produtos e serviços pesquisados para o IPCA apresentaram taxas negativas.
O mesmo aconteceu para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) na capital do Pará. A recessão explica tudo, diz Eulina Nunes dos Santos, gerente do Departamento de Índice de Preços do IBGE, sobre o fato de vários preços estarem caindo.
Tomando-se o IPCA acumulado no ano como referência (3,96%), seis regiões estão com inflação abaixo da média nacional, entre as quais a Grande São Paulo, com 3,50%. A média acumulada mais baixa foi registrada em Belo Horizonte (3,39%), e a mais alta, em Porto Alegre (6,51%), onde a inflação de alimentação e bebidas teve uma variação acumulada de 8,31%. A alta do preço dos alimentos verificada na capital gaúcha no primeiro semestre do ano é quase o dobro do segundo maior reajuste do País para o mesmo grupo de produtos: Curitiba, com 4,23%.
Das onze regiões pesquisadas pelo IBGE, a cidade de Porto Alegre foi a que apresentou a maior inflação do semestre: 6,51% contra a média nacional de 3,96, de acordo com o IPCA, apurado pelo IBGE. Belo Horizonte aparece como a cidade onde o custo de vida está mais barato, com os preços tendo variado 3,39%. No Rio, a inflação acumulada em seis meses foi de 3,89% e em São Paulo, de 3,50%.





