A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) caiu para 0,71% em novembro. Em outubro, o índice havia ficado em 0,83%, divulgou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano, até novembro, o IPCA já acumula alta de 6,98%. No ano passado, no mesmo período, o acumulado havia sido de 5,35%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada é de 7,61%.
O IPCA é o índice oficial do governo para a meta de inflação, fixada este ano em 4% com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Mas, o próprio Banco Central já admite inflação de 6,5%, pouco acima do teto da meta. Tanto é que, no novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), esse teto foi elevado de 6% para 7,8%. Caso esse novo teto seja superado, o Brasil será obrigado a dar explicações ao Fundo.
O indicador reflete a inflação para famílias com renda de até 40 salários mínimos. Outros dois importantes índices de inflação referentes a novembro e já divulgados o IPC da Fipe e o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas apontaram, respectivamente, inflação de 0,61% e 1,10%.
O IPCA é produzido pelo IBGE desde 1980 e mede as variações de preços ao consumidor ocorridas nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília e Goiânia.
A inflação recuou em novembro devido à menor pressão nos preços dos combustíveis, tarifas e cigarros, segundo o IBGE. No entanto, os alimentos, que já haviam registrado aumento de 1,15% em outubro, apresentaram alta de 1,31% em novembro nos preços.
Entre as principais pressões no índice destacam-se arroz (4,81%), biscoito (3,60%), frango (3,47%), açúcar (2,99%), carne (2,87%), cerveja (2,63%), macarrão (2,30%) e pão francês (1,76%).
Apesar de apresentarem uma redução em relação a outubro, os preços dos combustíveis continuaram a aumentar em novembro, ainda como um efeito residual do reajuste ocorrido no início de outubro gasolina (0,29%), álcool (0,74%) e gás de cozinha (0,47%).
As tarifas aéreas, que tiveram alta de 8,43% em outubro, subiram apenas 1,17% em novembro. Já o aumento dos preços dos cigarros passou de 6,38% para 4,65%, de outubro para novembro.
O Rio de Janeiro apresentou a maior inflação em novembro, de 1,49%, entre as 11 regiões pesquisadas pelo IBGE. Os principais responsáveis pela alta nos preços foram os reajustes de energia elétrica e dos ônibus urbanos. No período, a energia variou 6,28% e os ônibus, 4%.
Também ficaram acima da média nacional, de 0,71%, as regiões metropolitanas de Fortaleza (0,94%) e Salvador (0,90%). As demais regiões ficaram abaixo: Porto Alegre (0,69%), Goiânia (0,69%), Curitiba (0,62%), Recife (0,59%), São Paulo (0,56%), Brasília (0,43%), Belém (0,40%) e Belo Horizonte (0,37%).

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