Curitiba - A inflação de 3,64% no primeiro semestre deste ano pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é a maior taxa apurada para os seis primeiros meses de um ano desde 2003, quando chegou a 6,64%, divulgou ontem o Instituto Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa acumulada no período de 12 meses deste ano até junho, de 6,06%, é a maior para uma variação acumulada em um ano desde novembro de 2005.
Curitiba teve a sexta maior variação entre 11 capitais pesquisadas e fechou o mês com alta de 0,69%. O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, destacou que, no ano, a Capital teve a quarta maior variação (3,87%) e ficou acima da média nacional (3,64%).
Cordeiro explica que a alimentação em Curitiba fechou o semestre com alta de 10,08% e só perdeu para Salvador com alta de 10,09% nos alimentos. O aumento dos alimentos em Curitiba ficou acima da média nacional que teve elevação de 8,64%. Segundo ele, os alimentos pressionaram em Curitiba e fizeram a inflação da Capital ficar acima da média do País.
Os alimentos puxaram o índice nacional de junho e contribuíram com 63% da inflação do mês. O grupo alimentos e bebidas teve alta de 2,11%, contra um aumento de 1,95% em maio. O aumento nos preços foi generalizado e, apenas o óleo de soja (-2,76%) e as frutas (-1,96%) tiveram queda.
O arroz e o feijão ficaram mais caros em junho comparado com maio. O arroz subiu 9,90%, o feijão preto 7,54% e o feijão carioca 15,55%. As carnes tiveram variação de 6,91%. O aumento dos alimentos atingiu todas as regiões pesquisadas no IPCA.
Por outro lado, os produtos não-alimentícios tiveram aumento de 0,34% em junho. Entre as maiores variações neste segmento estão gás encanado (8,76%), gás veicular (8,31%), passagens aéreas (3,70%), artigos de higiene pessoal (1,29%), artigos de limpeza (1,33%) e salário de empregado doméstico (1,04%).
Cordeiro disse que a expectativa é que haja uma desaceleração na inflação no segundo semestre, com a queda nos preços das commodities agrícolas. Mesmo assim, os alimentos devem continuar com altas e em patamares elevados. Ele afirmou que, a expectativa é que o IPCA feche o ano próximo de 6,5%. Tudo vai depender das commodities e do impacto dos juros na demanda.

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