São Paulo - De agora até o final do ano, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá permanecer oscilando ao redor de 0,40%, o que levará a um fechamento anual de 5,50%, prevê a economista da Rosenberg & Associados Priscila Godoy. Ela entende que a inflação mensal até o final de 2012 se manterá elevada porque, no curto prazo, os preços vão refletir a retomada da atividade por conta da consolidação dos impactos das medidas de estímulos econômicos aliado aos efeitos do afrouxamento monetário.
Por outro lado, no médio prazo, um avanço do IPCA para além de uma variação de 5,50% será limitado pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que segundo previsão da Rosenberg & Associados, não ultrapassará os 2% em 2012.
Sobre o IPCA de agosto, divulgado ontem pelo IBGE, Priscila disse que as únicas novidades que a abertura do índice mostram são os recuos da inflação do setor de serviços e de algumas medidas do núcleo do IPCA. Segundo cálculo do Espírito Santo Investment Bank (Besi Brasil) os preços no segmento de serviços subiram 0,49% em agosto ante 0,79% em julho. ''Esta é uma boa notícia'', disse a economista.
De acordo com Priscila, ao recuar em agosto, o segmento de serviços enfraqueceu a disseminação das altas de preços no IPCA, que vem sendo prejudicado pelas elevações dos preços dos alimentos em resposta aos efeitos climáticos.
O índice captou uma variação média de 0,41% em agosto ante 0,43% em julho. As expectativas do mercado coletada pelo AE Projeções iam de 0,33% a 0,45%, com, mediana de 0,40%. Na Rosenberg, a previsão era de 0,43%.

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