IPCA desacelera em maio e tem menor alta desde 2006
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sexta-feira, 07 de junho de 2019
Kelly Oliveira - Agência Brasil 

A inflação de maio ficou em alta de 0,13%, o menor resultado para o mês desde 2006, segundo divulgado nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,57%).
Em maio de 2018, a taxa havia sido de 0,40%. A variação acumulada no ano ficou em 2,22% e em 12 meses chegou 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
De acordo com o IBGE, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram deflação em maio. O impacto negativo mais intenso (-0,14 ponto percentual) sobre o IPCA de maio veio de alimentação e bebidas (-0,56%), que havia subido 0,63% em abril. Também apresentaram deflação artigos de residência (-0,10%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,03%).
Entre as altas, os destaques são habitação (0,98%), com impacto de 0,15 ponto percentual, e saúde e cuidados pessoais (0,59%), com impacto de 0,07 ponto percentual.
Segundo o IBGE, o resultado do grupo Alimentação e Bebidas deve-se principalmente à queda de 0,89% observada no grupamento da alimentação no domicílio. O tomate, após apresentar alta de 28,64% em abril, caiu 15,08%, e o feijão-carioca acentuou a queda em relação ao mês anterior (passou de -9,09% para -13,04%). As frutas (-2,87%) também recuaram mais intensamente do que em abril (-0,71%).
Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio, após apresentarem quedas (-0,30% e -0,07%, respectivamente) em abril.
Maior impacto
O grupo Habitação (0,98%), por sua vez, apresentou o maior impacto positivo no mês de maio, influenciado principalmente pela alta de 2,18% no item energia elétrica. O IBGE lembra que, de dezembro de 2018 a abril de 2019, havia vigorado a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz.
Em maio, passou a vigorar a bandeira amarela, com custo adicional de R$ 0,01 para cada quilowatt-hora consumido. Além disso, vários reajustes de tarifas foram incorporados. O gás de botijão, também do grupo habitação, teve alta de 1,35%, devido ao reajuste médio de 3,43%, autorizado pela Petrobras, nas refinarias, a partir de 5 de maio.
No grupo dos transportes (0,07%), destaca-se a gasolina (2,60%), que apresentou o maior impacto individual no IPCA de maio, com 0,11 ponto percentual. Ao mesmo tempo, as passagens aéreas, que haviam subido em abril (5,32%), apresentaram queda de 21,82% em maio, contribuindo com o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,10 ponto percentual).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 1º de maio e 29 de maio de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 30 de março e 30 de abril de 2019 (base).


