A inflação de outubro medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para as metas de inflação do governo, ficou em 0,14%, com um recuo de 0,09 ponto percentual em relação à taxa de setembro, que foi de 0,23%. Com o resultado de outubro, a inflação acumulada no ano pelo IPCA ficou em 5,02%. Com isso, a inflação em novembro e dezembro teria que somar 0,98 ponto percentual ao total até outubro para que a inflação ficasse bem no centro da meta do governo que é de 6%.
A possibilidade da inflação ficar no centro da meta ou até abaixo é reforçada pela taxa acumulada nos últimos 12 meses até outubro, que está em 6,65%. Essa taxa inclui a inflação de novembro e dezembro do ano passado, de, respectivamente, 0,95% e 0,60%, que ficaram bem acima da maior parte das taxas mensais deste ano, observa a gerente do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos.
Se ocorrer um reajuste de 5% nos combustíveis a vigorar na metade deste mês e ele for integralmente repassado ao consumidor, o provável impacto no índice oficial de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de 0,20 ponto percentual. De acordo com Eulina Nunes dos Santos, a gerente do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o IPCA, ‘‘caso essas duas hipóteses se confirmem, o impacto no índice seria de 0,10 ponto percentual em novembro e mais 0,10 ponto percentual em dezembro’’. Eulina destacou que, dos reajustes previstos pelo mercado, esse seria o de maior impacto sobre o IPCA, uma vez que abrange todo o território nacional.
O IPCA é calculado com base no consumo típico das famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do País mais o município de Goiânia e Brasília. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se refere ao consumo das famílias com renda entre um e oito salários mínimos, ficou em 0,16%, acumulando no ano 4,39% de alta.
FipeA inflação deste ano medida pela Fipe pode fechar abaixo de 5% mesmo com um possível aumento dos combustíveis, que deve ser autorizado pelo governo até dezembro. Se o reajuste ao consumidor chegar a 7%, o impacto sobre o índice será de 0,2 ponto porcentual, segundo avaliação da Fipe.

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