IPCA de novembro fica em 0,32% e IGP-DI 0,39%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de dezembro de 2000
Agência Estado Do Rio 
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para a meta de inflação do governo ficou em 0,32% em novembro. Esse resultado ficou abaixo da expectativa média do mercado, que era de 0,40%, segundo pesquisa do Banco Central divulgada na sexta-feira. Com isso, a inflação acumulada no ano foi registrada em 5,35%. Nos últimos 12 meses até novembro, a taxa está acumulada em 5,99%. A meta paraoficial é de 6%.
A inflação em novembro medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), registrou alta de 0,39%. Em outubro, tinha ficado em 0,37%.
Apesar do aumento, a queda na variação dos preços dos alimentos no atacado, que passaram de alta de 0,80% em outubro para uma deflação de 0,07% no mês passado, fizeram a FGV rever de 10% para 9,5% sua previsão de inflação.
Já de acordo com estimativas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a inflação em janeiro de 2001 deve ser a maior de todo o ano. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) pode registrar uma variação próxima a 0,5%, já incorporando as pressões dos alimentos hortifrutigranjeiros (por conta das chuvas), do reajuste das mensalidades escolares e do pagamento do IPVA dos automóveis.
Nos demais meses do ano, o IPC deve ficar abaixo deste patamar, segundo o coordenador da pesquisa de preços da instituição, Heron do Carmo que prevê uma inflação de 3,5% no acumulado de 2001. Mesmo os reajustes da energia e do telefone, que ocorrem em geral no meio do ano e foram um dos vilões da inflação deste ano, devem exercer uma pressão menor sobre o índice. Isto porque o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado para corrigir as tarifas públicas, terá uma variação inferior.


