IPCA de janeiro fica em 1,95% em Curitiba
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sábado, 25 de janeiro de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba O preço dos alimentos não subiu tanto no final de dezembro e início de janeiro e com isso o índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de janeiro em Curitiba foi de 1,95%. A taxa, calculada com preços entre 10 de dezembro e 14 de janeiro, é inferior à registrada em dezembro, quando bateu em 3,05%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O grupo de alimentos e bebidas aumentou 2,67% em Curitiba, contra 3,16% registrados no período anterior. Junto com os preços administrados, como valor de combustíveis e tarifas de água e luz, os alimentos foram os principais responsáveis pela alta de preços da economia no segundo semestre de 2002. O grupo da habitação subiu 1,71% pelo IPCA-15, pressionado pelo custo maior do botijão de gás, que variou 1,29%. Os artigos de residência subiram 1,49%; vestuário, 1,21%; transportes, 1,87%, sa© úde e cuidados pessoais, 1,22%; despesas pessoais, 3,03%; e educação, 0,23%. Apenas os preços de comunicações apresentou pequena queda em Curitiba, de 0,02%.
Dentro do grupo de transportes, os combustíveis subiram 3,15%, menos que no período anterior, apesar de refletirem a alta ocorrida no final de dezembro. Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, a queda do IPCA-15 não foi significativa. ''O índice ainda é muito alto. A expectativa era de uma queda maior'', relatou.
Na avaliação de Cordeiro, a equipe econômica do Banco Central deve ter trabalhado com essas expectativas para aumentar, na quarta-feira, a taxa básica de juros de 25% para 25,5%. ''Espera-se que o governo só tenha provocado a alta como estratégia para acalmar o mercado'', avaliou.


