Curitiba - Os aumentos dos alimentos, especialmente da soja, trigo e derivados desses produtos, causou aumento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em setembro, em todo o País. Curitiba teve a terceira maior alta, perdendo apenas para Belém e Brasília. A variação do IPCA na capital, de 0,97%, foi maior que a média nacional em setembro, de 0,72%. Também houve alta em relação ao mês de agosto, quando o IPCA variou 0,19% em Curitiba e 0,65% na média nacional.
A desvalorização da moeda provocou aumentos expressivos nos alimentos e em outros produtos. O impacto com a redução de 7,61% nos preços do gás de cozinha foi de apenas 0,13 ponto percentual.
O crescimento do grupo Alimentação e Bebidas, sob a influência do dólar, foi de 1,96%, resultado muito próximo ao de agosto, 1,94%. A cotação da soja em grão subiu e o óleo de soja teve aumento de 14,23%. Os derivados do trigo apresentaram altas significativas: farinha de trigo, 10,71%; macarrão 5,60%; biscoito, 4,28%; e pão francês, 2,68%.
Os produtos não-alimentícios, com variação de 0,37%, também foram influenciados pelo dólar e apresentaram aumentos de preços expressivos, a exemplo dos eletrodomésticos, 1,90%, e dos artigos de higiene pessoal, 1,89%.
O IPCA acumulou 5,6% no ano, acima do percentual de 5,35% registrado no mesmo período do ano passado. Em Curitiba, o acumulado do ano foi de 5,36%. Nos últimos 12 meses, o índice situou-se em 7,93%, superior ao resultado dos 12 meses imediatamente anteriores (7,46%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,83% no mês de setembro, resultado próximo ao de agosto, 0,86%. O INPC acumulou 6,39% no ano, acima da taxa de 6,26% referente a igual período do ano passado. Em Curitiba, a variação foi de 0,87%, contra 0,40% no mês anterior.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a oito salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas brasileiras, além do município de Goiânia e de Brasília.

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