Curitiba Os recentes aumentos nos preços dos combustíveis e dos telefones fixos pressionaram a inflação em novembro. Em Curitiba, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação das famílias de classe média, aumentou 0,71%, variação acima da média nacional que foi de 0,69%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação de famílias com menor renda, ficou em 0,27% em Curitiba, menor índice do País. A média nacional foi de 0,44%.
A variação do IPCA foi maior em Curitiba em função do predomínio das famílias de classe média na cidade, que sentem mais os efeitos do aumento dos combustíveis e dos telefones. As famílias de menor renda, que usam menos esses serviços, não sentiram tanto o impacto dos aumentos, explicou o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que faz o cálculo da inflação, o IPCA de novembro subiu 0,25% em relação à taxa de outubro. Com esse resultado, o IPCA acumulou 6,68% no ano, abaixo do percentual de 8,74% relativo a igual período de 2003. Curitiba acumula 8,85% de aumento no índice. O INPC, no País acumula alta de 5,23% no período janeiro a novembro e 8,22% em Curitiba.
Só os combustíveis foram responsáveis por quase um terço da inflação de novembro. O preço da gasolina teve reajuste de 4%, praticado pelas refinarias em outubro e também pelo aumento no preço do álcool praticado pelas usinas. Em média, a gasolina ficou 2,56% mais cara e o álcool combustível, 11,17% mais caro.
Telefone fixo e alimentos também influenciaram o índice de novembro. O consumidor está recebendo a fatura com a segunda parte do reajuste autorizado pela Justiça para cobrir defasagem alegada pelas operadoras. Os alimentos, cujos preços vinham em queda até outubro, permaneceram estáveis em novembro.

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